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Vacinas. "A ajuda está a caminho" do Reino Unido

Vacinas. "A ajuda está a caminho" do Reino Unido

AFP Hugo Geada 03/12/2020 08:57

Vacina da Pfizer/BioNTech foi aprovada pelo Reino Unido. Processo de vacinação começará na próxima semana.

A agência de medicamentos britânica aprovou a vacina Pfizer/BioNTech, que será distribuída pela população na próxima semana. O Reino Unido é o primeiro país ocidental a aprovar o uso da vacina contra a infeção. “A ajuda está a caminho”, prometeu o ministro britânico da Saúde, Matt Hancock, à BBC. Já o primeiro-ministro, Boris Johnson, apelou aos cidadãos que evitem “deixar-se levar pelo otimismo ou cair na crença ingénua de que a luta acabou”.

A notícia surge dias depois de a farmacêutica ter feito o pedido de emergência para a aprovação da comercialização da vacina. Agora, após “análises rigorosas”, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA, na sigla inglesa) do Reino Unido aceitou que a vacina possa ser utilizada a partir da próxima semana, enquanto continua a análise para verificar se a eficácia global da vacina é de 95%, e se, por exemplo, ela também oferece uma proteção significativa para os idosos.

”Equipas separadas trabalharam em paralelo para fazer a mais rigorosa revisão desta vacina, sem descurar nenhum aspeto”, assegurou a diretora da MHRA, June Rain, em conferência de imprensa.

No entanto, enquanto estes testes finais são realizados, a vacina permanece experimental, informou a MHRA à AP. Também ainda não foi determinado se a vacina da Pfizer/BioNTech evita infeções assintomáticas ou não, o que poderia manter o vírus a circular, mesmo que com menos danos. Outra questão é quanto tempo dura a proteção.

Além disso, a vacina foi testada num pequeno número de crianças, mas nenhuma delas era menor de 12 anos, e não há informação sobre os seus efeitos em mulheres grávidas.

Sem tempo a perder A Pfizer afirmou que começará imediatamente a enviar fornecimentos limitados para o Reino Unido e está a preparar uma distribuição mais alargada se for dado um sinal semelhante pela FDA, a agência reguladora dos medicamentos nos Estados Unidos – uma decisão prevista para a próxima semana.

O Governo britânico informou que “a vacina estará disponível em todo o Reino Unido a partir da próxima semana” e que as primeiras doses serão administradas aos grupos prioritários, que incluem elementos do Serviço Nacional de Saúde, idosos, cuidadores de lares e doentes clinicamente vulneráveis.

O Reino Unido comprou 40 milhões de doses da vacina, o que irá permitir vacinar 20 milhões de pessoas, uma vez que são necessárias duas tomas por pessoa. Falta ainda aquirir uma boa quantidade de vacinas para inocular os 66,6 milhões de habitantes do país, e estima-se que até ao final do ano chegue apenas um quarto da vacina já comprada à Pfizer.

Entretanto, talvez já tenha sido aprovada a vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford. Que tem a grande vantagem de ser mais barata que a da Pfizer, de não precisar de estar a temperaturas de - 70 ºC e de ser muitos menos frágil.

É que o Governo britânico não quer que a distribuição seja apenas em hospitais. As vacinas serão distribuídas em centros de vacinação massivos – montados em estádios de futebol, pistas de corridas de cavalos e centros de conferências por todo o país –, mas também em consultórios de médicos de clínica geral e até farmácias.

 

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