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Afonso de Melo 02/12/2020
Afonso de Melo

afonso.melo@ionline.pt

O segredo da rapariga ruiva

Não sei se o amor está confinado ou se tem horas marcadas para poder sair de casa. Não sei sequer se o amor passa na Rua Rui Salema com a banda do Chico e a música repetitiva de todos os natais.

Acordei com o som da banda que passava, lá em baixo, na Rua Rui Salema, o eco propagando-se por entre os prédios apertados, Travessa dos Almocreves, Rua Cândido dos Reis, Travessa do Arco do Calafate e por aí fora até que a cidade chegue ao fim e seja obrigada a voltar para trás, tirando-me o sono por completo entre tambores e metais. Acordei com o Chico Buarque cantando-me ao ouvido as palavras já tão antigas: “A moça triste que vivia calada sorriu/A rosa triste que vivia fechada se abriu/E a meninada toda se assanhou/Pra ver a banda passar

Cantando coisas de amor...”

Não sei se o amor está confinado ou se tem horas marcadas para poder sair de casa. Não sei sequer se o amor passa na Rua Rui Salema com a banda do Chico e a música repetitiva de todos os natais. Muito menos sei se o meu amor me chama neste tempo de andar à toa na vida, embrulhado em circulares, em decretos, em ordens e simples conselhos.

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