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Aquecimento. Conheça as melhores opções e também as mais baratas

Aquecimento. Conheça as melhores opções e também as mais baratas

Dreamstime Sónia Peres Pinto 30/11/2020 22:10

A localização da casa é um fator a ter em conta no momento da escolha. O mesmo acontece com a tipologia do imóvel: quanto maior for, maiores serão as necessidades energéticas. A partir daí, tenha atenção redobrada aos custos de cada opção.

O consumo energético dispara com a chegada do frio e, com ele, a fatura da eletricidade também sobe. A sina repete-se todos os anos e o recurso a soluções de aquecimento entra na rotina da maioria dos portugueses. As ofertas disponíveis no mercado são as mais variadas e também apresentam custos diferentes. Mas a fórmula é simples: escolher o aparelho ideal e saber usá-lo com eficácia permite poupar na fatura da luz.

No entanto, nem sempre é fácil saber qual é o sistema que fica mais económico. Os aparelhos de ar condicionado do tipo inverter são, sem dúvida, o sistema de eleição: além de mais económicos e eficientes, proporcionam um grande conforto térmico quer de inverno, quer de verão. Em contrapartida, os custos de instalação desta solução podem não estar ao alcance de todos e só ao quarto ano é que podem ser considerados a alternativa mais económica.

Daí ser natural que a escolha dos portugueses recaia em opções mais baratas no momento de aquisição do aparelho. Por isso mesmo, os aquecimentos portáteis ganham grande importância e são usados por grande parte dos portugueses. Para quem considera que esta é a melhor modalidade, o termoventilador pode representar a melhor escolha porque apresenta um consumo menor. A explicação é simples: o preço mais reduzido e a portabilidade são as grandes vantagens; não exigem grande investimento nem manutenção e conseguem aquecer rapidamente uma divisão.

Dentro desta família, os termoventiladores e os convectores são uma solução para aquecer a casa. Mas nem tudo são boas notícias: o cenário arrefece na hora de fazer contas ao consumo (ver dicas ao lado).

Outra solução passa pelo ar condicionado portátil. Mas, de acordo com a Deco, não é a melhor aposta. “Devido aos custos de aquisição elevados, conjugados com as baixas eficiências (muito menores do que a solução fixa), o ruído elevado e o baixo conforto, não recomendamos os aparelhos de ar condicionado portáteis”, refere a associação.

Formas mais tradicionais Mas nem todos os aparelhos de aquecimento representam um aumento da fatura da luz e há quem continue a preferir as lareiras em detrimento das outras soluções. Avaliando os custos, uma lareira a lenha funciona através da queima de madeira, que é facilmente acessível e barata, apesar de termos vindo a assistir a aumentos dos preços nos últimos anos. No entanto, ela implica a organização de um espaço de armazenamento dos materiais até à sua utilização e o manuseamento dos mesmos na altura de pôr a lareira a funcionar.

O certo é que a queima de madeira permite a obtenção de temperaturas mais altas de uma forma mais rápida que qualquer outra fonte de abastecimento. Mas também é verdade que, devido à necessidade de existência de uma chaminé (para escoamento de fumos e partículas nocivas produzidas), grande parte do calor acaba por não ser aproveitado, escapando assim para o exterior.

Caso procure uma solução mais eficiente, opte por adquirir um recuperador de calor. Este é um sistema de aquecimento muito semelhante às lareiras no sentido em que utiliza lenha e pellets como combustível; contudo, apresenta rendimentos muito superiores, uma vez que a combustão dos materiais é utilizada para gerar calor que será depois recuperado, a fim de ser reutilizado.

Outras poupanças A verdade é que há medidas que pode tomar e que apresentam custo zero. “É muito comum ocorrer um sobreaquecimento inútil da divisão. Evite deixar os aparelhos a funcionar durante longos períodos sem controlo. Caso sinta que a temperatura começa a ser excessiva, desligue o modelo ou reduza a regulação do termóstato de modo que o aparelho pare ou se desligue”, aconselha a associação.

Não se esqueça que, a par da zona do país, também a área da casa e o tipo de construção influenciam a decisão. “A localização da casa, por exemplo, é um fator de peso no funcionamento global do sistema de aquecimento. É bem diferente viver no norte do país, onde os invernos são mais rigorosos, de viver no sul, onde a temperatura é mais amena. Ter um apartamento ou uma moradia é também um elemento importante. Em regra, as vivendas têm áreas e tipologias maiores e, por isso, as necessidades energéticas podem ser distintas”, refere a Deco.

 

Gadgets

Energia solar versus eletricidade Recorrer a periféricos e carregadores de bateria com energia solar pode fazer toda a diferença na conta da luz. Há teclados de computador que funcionam com células foto voltaicas e à luz ambiente. É também possível ter acesso a carregadores de bateria para telemóvel ou para portátil que usem pequenos painéis solares em vez de eletricidade.

Software ajuda a reduzir consumos É possível usar várias aplicações de software gratuitas – como é o caso do MobGas – para medir a energia e, ao mesmo tempo, aprender a poupar. Além disso, pode também ter acesso aos vários simuladores existentes em sites. É o caso, por exemplo, do EcoCasa (da Quercus), do CasaCertificada (da Adene) e da Deco.

Controlador de tomadas Pode adquirir um medidor de consumo de energia – que pode ir de 10 a 60 euros –, e perceber quais são os aparelhos que tem em casa que mais consomem. Por exemplo, o radiador a óleo, a consola, etc. Também é possível adquirir um controlo remoto para desligar tomadas.

 

Guia SOS para poupar no Inverno

• Opte por lâmpadas economizadoras

• Desligue carregadores da tomada e não deixe aparelhos em standby

• Compre eletrodomésticos de classe A

• Use carregadores solares e prefira computadores portáteis, que consomem menos que o desktop

• Melhore o isolamento da casa (ver coluna ao lado)

• Evite a acumulação de gelo no congelador porque aumenta o consumo energético

 

Dicas para evitar desperdício

1. Soluções mais económicas -  Ar condicionado e aquecimento central a gás natural são as soluções mais económicas para aquecer a casa se apenas tivermos em conta o consumo de energia. Ao mesmo tempo, o ar condicionado garante também o arrefecimento no verão. Mas não se esqueça que este tipo de produto requer um investimento mais avultado em equipamento e obras, especialmente quando a casa não está preparada para receber estes equipamentos. Outro fator a ter em conta diz respeito às diferenças de preço nas lojas. Ou seja, o preço do mesmo aparelho pode variar consoante o local de venda.

2. Reduzir consumos - Regular a temperatura Esta é uma das melhores soluções para conseguir reduzir o consumo. Por exemplo, no caso dos radiadores ou do aquecimento central, deve regular a temperatura para os 20 graus Celsius. Além disso, baixar a temperatura ou desligar o aquecimento durante a noite e em períodos de ausência também pode fazer toda a diferença na fatura de eletricidade a pagar ao final do mês. Mas caso tenha um termóstato programável, a regulação pode ser automática e não precisa de estar tão atento. 

3. Atenção aos aparelhos portáteis - Termoventilador Se, para si, a solução mais económica passa por comprar um aparelho portátil, então opte por um termoventilador. O termóstato é mais exato e responde com maior rapidez às variações de temperatura: o conforto aumenta e, ao mesmo tempo, o consumo de luz é menor. Mas não deve aquecer a casa mais do que o necessário. O simples facto de reduzir a temperatura permite economizar mais. Vestir uma camisola ou optar por um cobertor suplementar são soluções mais económicas do que aumentar a temperatura dos aquecimentos.

4. Cuidado com os radiadores a óleo - Tamanho da divisão Este é um dos critérios a ter em conta ao escolher um radiador a óleo. Por exemplo, para uma sala com mais de 30 metros quadrados e que esteja bem isolada, deve optar por um modelo de 2500 watts ou dois aparelhos menos potentes. Já para um quarto de 15 metros quadrados prefira um de 2000 watts mas, neste caso, evite usá-lo no máximo. Como são silenciosos, podem ficar ligados durante a noite sem incomodar. Outro aspeto a ter em conta, por muito eficaz e económico que seja um sistema, é que não consegue obter a poupança desejada se a casa estiver mal isolada. 

 

Construção influencia custos 

Habitação bioclimática Esta reúne boa arquitetura, otimização do clima (não precisa de aquecer ou arrefecer as divisões da casa), proteção do ambiente e poupança. Segundo as contas da Deco, só em eletricidade e gás pode poupar mais de 250 euros anuais, tendo em conta um consumo de 12 500 kWh por ano

Pormenores da construção A orientação das fachadas da casa a sul é favorável tanto no inverno como no verão desde que apresente sistemas de sombreamento para proteger do sol direto. O isolamento térmico das paredes simples previne fugas de calor entre o interior e o exterior da habitação. A utilização de painéis fotovoltaicos permite converter a energia solar em eletricidade, enquanto os coletores solares têm a vantagem de a usar para aquecer água. A instalação destes sistemas leva à redução do consumo de energia elétrica

Janelas Se não quiser investir na renovação, pode melhorar o desempenho das janelas com fita isoladora que custa 1,30 euros por metro. A associação lembra ainda que é possível intervir nas caixas dos estores. Para isso aplique um material no interior (como lã de rocha com 45 mm de espessura), com preços a rondar os quatro euros por metro quadrado

Caixilharia Os caixilhos de madeira conferem um bom isolamento e, com uma manutenção cuidada, também podem durar muito. Os caixilhos de alumínio são, no entanto, os mais usados em Portugal. Neste caso são utilizados os chamados caixilhos de corte ou rutura térmica. Já os caixilhos em PVC permitem um melhor isolamento

 

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