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Francisco Rodrigues dos Santos quer aliança à direita sem o Chega

Francisco Rodrigues dos Santos quer aliança à direita sem o Chega

Luís Claro 30/11/2020 08:27

CDS está disponível para uma aliança pré-eleitoral com o PSD nas próximas eleições legislativas. 

Francisco Rodrigues dos Santos desafiou o PSD para uma aliança pré-eleitoral nas próximas eleições legislativas. O presidente do CDS, em entrevista ao SOL, garantiu que está “disponível para formar uma plataforma eleitoral como a Aliança Democrática para que os votos da direita somem, não subtraiam e possam eleger o maior número de mandatos possível”.

Rodrigues dos Santos defende que, perante o desgaste do Governo socialista, a direita deve entender-se para apresentar uma “alternativa aos portugueses”, mas não conta com o Chega. “O CDS não fará alianças políticas com o partido Chega. Não fará certamente coligações com o Chega”, garante.

André Ventura respondeu de imediato nas redes sociais desvalorizando o “peso eleitoral” do CDS. Ao i, o líder e deputado do Chega diz que não compreende “a obsessão com o Chega por parte do CDS”, porque “os nossos adversários devem estar à esquerda e não à direita”.

Ventura defende que a posição do CDS trava a construção de uma “verdadeira alternativa” entre os partidos de direita. “Este CDS, obcecado com o Chega, está a contribuir para sustentar o PS no Governo. É a direita envergonhada e fofinha de que tenho falado”, diz.

Francisco Rodrigues dos Santos garante, na entrevista ao SOL, que está empenhado em “salvar o CDS” e responde às críticas internas. “Estou empenhado em que todos aqueles que têm amor à camisola, sentido de missão e estão na politica com sentido cívico e com altruísmo tenham lugar para trabalhar no CDS. Aqueles que querem tratar da sua vidinha e dos seus negócios, fazer uma política de interesses ou de manutenção do status quo, mesmo que isso não sirva os interesses do partido, não contam comigo”, afirmou.

Rodrigues dos Santos considera que as pessoas de direita devem “concentrar-se mais naquilo que as une e as diferencia do socialismo do que propriamente em fazer jogos de espelhos à procura das diferenças que existem entre si”.

Cristas é um peso-pesado

O presidente do CDS voltou a defender que Assunção Cristas seria uma candidata forte para disputar a câmara de Lisboa. Rodrigues dos Santos defende uma aliança entre os partidos de direita para derrubar Fernando Medina e promete falar com a ex-líder do partido em breve. “Assunção Cristas é um peso-pesado para disputar as autárquicas em Lisboa. Se contar com o apoio alargado à direita, aumenta as probabilidades de vencer”, diz.

Em relação às presidenciais, Francisco Rodrigues dos Santos garante que o CDS só tomará uma posição depois de “ouvir o que Marcelo Rebelo de Sousa”. O líder do CDS realça que o atual Presidente da República “é um homem com valores, católico, moderado, e tradicionalmente sempre foi defensor de alianças democráticas entre o PSD e o CDS”.

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