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Mário Bacelar Begonha 26/11/2020
Mário Bacelar Begonha

opiniao@newsplex.pt

As 'duas' linhas vermelhas de António Costa

Costa considera que o PSD ultrapassou uma linha vermelha quando se juntou ao Chega, para formar governo. Um ato, para ele, inadmissível, uma traição ao seu ideário político.

Sempre entendemos que devemos ser fiéis ao sentido das palavras e empregá-las nos contextos próprios.

Assim caráter significa ‘marca’, ou seja, é uma constante no comportamento de uma pessoa que não muda conforme as circunstâncias, sejam elas quais forem.

Um político sério não pode produzir afirmações políticas que não sejam sérias, ao ponto de chocarem um simples cidadão, pois isso faz com que perca a sua credibilidade, qualidade indispensável num político.

Vem isto a propósito das afirmações recentes de António Costa, a propósito da nova coligação política nos Açores, após as eleições regionais.

Costa considera que o PSD ultrapassou uma linha vermelha quando se juntou ao Chega, para formar governo.

Um ato, para ele, inadmissível, uma traição ao seu ideário político.

Mas quando correu com o seu irmão político, da chefia do PS para assegurar a sua carreira política, foi, com certeza, um ato de lealdade política. E quando mais tarde perdeu as eleições legislativas ele passou a pior linha vermelha da vergonha, da deslealdade aos princípios, da moral e da ética Política, enquanto democrata, juntando-se a duas forças políticas antidemocráticas, que querem derrubar a nossa democracia, só para poder ser primeiro-ministro da ‘geringonça’, uma aberração, quando, mentindo, se assumem como democratas.

Não há evidência alguma, até prova em contrário, acerca do Chega ser um partido político antidemocrático, e talvez o Governo o repita até à exaustão, porque sabe, que é o único partido político que tem a simpatia, e o possível apoio, das Forças Armadas e de todas as forças de segurança, pois estas sabem bem que é o único partido político que as apoia. Mas do que não há dúvida alguma é que, quer o PCP, quer o Bloco, são forças antidemocráticas e na nossa qualidade de politólogo, pela U.T.L., bem o sabemos, e ali não se passavam diplomas de licenciatura aos domingos...

Confundir estas questões só por má fé, com intenção de desinformar o povo, para obter ganho político, é vergonhoso, e isso é que e ultrapassar uma linha vermelha!!!

Em democracia política não vale tudo, mas é importante que políticos responsáveis não perdessem a única coisa que nunca se deve perder na vida: a integridade de caráter (Fidelino de Figueiredo).

Uma das piores e mais abomináveis coisas, na política e na vida é a desonestidade intelectual.

Bom dia.

 

Sociólogo
Escreve quinzenalmente

 


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