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24 de novembro de 1945. Não houve amigo velhaco que valesse ao canalha Pétain...

24 de novembro de 1945. Não houve amigo velhaco que valesse ao canalha Pétain...

Afonso de Melo 24/11/2020 09:48

O homem de Vichy, colaboracionista dos nazis, surgiu em tribunal com as medalhas brilhantes tilintando no peito. Assumiu-se como o Chefe Moral da França. Debalde. Foi enviado para a ilha d’Yeu onde, encarcerado, foi ficando senil até ao dia da sua morte. Partiu sem saber quem fora.

O Forte de Pierre-Levée, na Île d’Yeu, na costa atlântica francesa, não tinha fama de lugar confortável.

No mês de novembro de 1945, um canalha bem apessoado, que se confirmara como herói durante a Grande Guerra – chamaram-lhe o Vencedor de Verdun –, vivia momentos muito desagradáveis nessa zona do Hexágono de onde se vê, no horizonte, para leste, a silhueta de La Rochelle.

Henri Philippe Benoni Omer Joseph Pétain, criador do Regime de Vichy, uma farsa grotesca que fazia dessa parte da França algo abaixo de uma colónia nazi, estava a expiar os seus pecados. Colaboracionista não é, certamente, uma palavra agradável.

Mas como adjetivo servia-lhe tão bem como a farda com que decidiu surgir, de livre vontade, no tribunal militar que o julgou entre 23 de julho e 15 de agosto desse ano. As medalhas podiam brilhar e tilintar no seu peito. Mas Pétain tornara-se um ser desprezível.

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