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Racismo. Mamadou Ba diz que se acusação não fosse grave era "cómica"

Racismo. Mamadou Ba diz que se acusação não fosse grave era "cómica"

Bruno Gonçalves Pedro Almeida 24/11/2020 08:59

Ex-assessor do Bloco de Esquerda é acusado de racismo e de incitar ao ódio durante uma conferência online.

As declarações de Mamadou Ba numa conferência online sobre o racismo e o avanço do discurso de ódio no mundo, este sábado, “caíram como uma bomba” nas redes sociais. O ex-assessor do Bloco de Esquerda e dirigente da organização SOS Racismo é acusado de apelar à “morte do homem branco” depois de, durante o seu discurso nesse debate, ter mencionado o nome do filósofo francês Frantz Fanon, um influente pensador do século XX sobre os temas da descolonização e da psicopatologia da colonização.

“Temos de matar o homem branco, como sugeria o [Frantz] Fanon. O branco que nos trouxe até aqui tem de ser morto e, para evitarmos a morte social do sujeito político negro, é preciso matar o homem branco assassino, colonial e racista”, disse no debate digital organizado pelo canal online Pensa Africanamente, que juntou também vários ativistas brasileiros contra o racismo.

Pouco tempo depois da conclusão da conferência, comentários como “alguém que luta contra o racismo a incitar ao ódio” ou “mais uma vez a tecer comentários abertamente racistas” puderam ser lidos nas redes sociais. No entanto, em declarações ao i, Mamadou Ba quis deixar claro que o que referiu é “evidente” para quem quiser “perceber” o contexto. “Se não fosse grave a acusação de incitamento ao ódio, seria bastante cómica”, começou por dizer, acrescentando que a única coisa que quis transmitir foi que “não há forma de combater o racismo sem acabar com a ideia de supremacia branca”.

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