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José Cabrita Saraiva 23/11/2020
José Cabrita Saraiva
Opiniao

jose.c.saraiva@ionline.pt

O vírus de sábado à tarde

Não sei se o temível coronavírus, do qual se disse ter vindo dos morcegos, também sofre este tipo de mutações em função da hora do dia ou da noite. Será que ataca com maior ferocidade aos sábados e domingos à tarde, como parecem indiciar as restrições impostas pelo Governo?

Na mitologia, na literatura, no folclore e na cultura popular há fenómenos estranhos que se passam a certas horas do dia – ou, mais habitualmente, da noite.

São as sombras da escuridão, depois de o sol se pôr, que despertam no vampiro – inspirado no morcego, que dorme durante o dia – os seus instintos sanguinários. É nas noites de lua cheia que o lobisomem ataca as mulheres. E é ainda a coberto da noite que o respeitável Dr. Jeckyll se transforma no abominável e grotesco Mr. Hyde.

Para dar uma nota menos sombria, é também nos sábados à noite que Tony Manero, o simples empregado de uma loja de tintas interpretado por John Travolta n’A Febre de Sábado à Noite, veste as suas melhores roupas e se revela um ás das pistas de dança.

Não sei se o temível coronavírus, do qual se disse ter vindo dos morcegos, também sofre este tipo de mutações em função da hora do dia ou da noite. Será que ataca com maior ferocidade aos sábados e domingos à tarde, como parecem indiciar as restrições impostas pelo Governo?

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