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Marcelo admite terceira vaga de covid-19 em janeiro

Marcelo admite terceira vaga de covid-19 em janeiro

Mafalda Gomes Jornal i 20/11/2020 20:24

Sobre uma eventual nova renovação do estado de emergência na altura do Natal, Marcelo deixa o aviso: "Que ninguém se iluda. Não hesitarei um segundo para que o Governo disponha de bases suficientes para aprovar o que tem de ser aprovado".

O Presidente da República fez, esta sexta-feira,  uma comunicação ao país, a partir do Palácio de Belém em Lisboa, na sequência da aprovação no Parlamento da renovação do estado de emergência.

“É provável que uma terceira vaga possa ocorrer entre janeiro e fevereiro e será tanto maior quanto maior o número de casos um mês antes”, afirma o chefe de Estado, acrescentando que "será tanto maior quanto maior for o número de casos no mês anterior".

“Importa tentar conter fortemente em dezembro o processo pandémico, mesmo que ele dias antes aparentasse ter passado o pico da chamada segunda vaga", sublinha.

Sobre uma eventual nova renovação do estado de emergência na altura do Natal, Marcelo deixa o aviso: "Que ninguém se iluda. Não hesitarei um segundo para que o Governo disponha de bases suficientes para aprovar o que tem de ser aprovado".

Em relação à pressão no SNS, o Presidente alerta para o facto de a situação agravar-se ainda mais “nos próximos dias ou semanas”, o que “implica a exigência de tentar conter o curso da pandemia em dezembro e nas primeiras semanas de 2021".

Marcelo afirma que a vacina terá de ser para "todos que a desejarem", mas que serão precisos ainda alguns meses por esta solução. Até lá a situação de rutura generalizada nos hospitais tem de ser evitada. "Há doentes não covid-19 que têm o mesmo direito à saúde e à vida que os doentes covid", frisa.

O chefe de Estado apela ainda a que haja convergência política neste contexto de pandemia, evitando "uma divisão entre quem defende a economia e a saúde".

"É natural que quem tem trabalho perdido, salário cortado, empresa afogada, lute por um socorro urgentíssimo e uma perspetiva de ajuda a pensar no futuro. Mesmo contando hoje com maioria expressiva – 82% a favor no Parlamento e 94% que não se opuseram – cada renovação estado de emergência motive críticas acrescidas de partidos e parceiros sociais”, reconhece, mas sublinha que "há mais do que tempo para se ajuizar atos e autores, para demarcar campos e para apurar e julgar responsáveis"."Não faltarão eleições para isso. Este tempo ainda é outro. O tempo de convergir no possível, mesmo discordando", acrescenta.

Marcelo lembra ainda que “nenhum deputado ou partido pode dizer que sempre se opôs desde Março ao estado de emergência", lembrou Marcelo Rebelo de Sousa, esta sexta-feira, em declaração ao país. 

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