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Pandemia. PSD pede ao Governo para mudar radicalmente de estratégia

Pandemia. PSD pede ao Governo para mudar radicalmente de estratégia

Facebook Luís Claro 20/11/2020 13:09

Ricardo Batista Leite diz que “somos um barco à vela a navegar às escuras e sem bússula”. Esquerda insiste que são precisos mais apoios.

O PSD fez duras críticas à estratégia do Governo para combater a pandemia depois da reunião com os especialistas nesta quinta-feira, no Infarmed, em Lisboa. “Somos um barco à vela a navegar às escuras e sem bússola”, afirmou, à saída da reunião, o deputado Ricardo Batista Leite.

O social-democrata acusou o Governo de não ter preparado o país para enfrentar a doença a seguir ao verão. “Fica-se com sensação que a falta de preparação levou ao descontrolo da covid-19 no nosso país e, como disseram os especialistas, ainda temos longas semanas muito difíceis pela frente com uma sobrecarga do sistema de saúde e colocando em risco a capacidade de resposta dos cuidados intensivos e, potencialmente, um aumento agravado de óbitos”, acrescentou Ricardo Batista Leite.

O PSD entende que é preciso mudar “radicalmente” a estratégia para controlar a pandemia, nomeadamente em relação aos testes e ao isolamento.

O CDS também criticou o Governo com o argumento de que tem “andado a reboque das circunstâncias e não preveniu”. António Carlos Monteiro defendeu que que “a navegação à vista é evidente e numa crise como esta não podemos navegar à vista”.

O Chega atacou as medidas do Governo para controlar a pandemia. André Ventura realçou que “estamos a impor restrições absurdas ao fim de semana, sobretudo, com impacto económico fortíssimo na restauração, hotelaria, eventos, sem que haja justificação”.

Já o presidente e deputado da Iniciativa Liberal João Cotrim Figueiredo defendeu que não podemos correr “o risco de estar a morrer da cura em vez de morrer da doença”. Para os liberais, é preciso encontrar “o equilíbrio necessário para que não sejam mais gravosos os impactos na economia do que a eficácia que têm na pandemia”.

PCP e BE insistiram que é necessário apoiar as pessoas mais afetadas pela pandemia. Moisés Ferreira, deputado dos bloquistas, defendeu que “são precisas mais medidas”, mas medidas que “não apontem só no sentido da responsabilização individual e de acumular deveres em cima da população. São precisas mais medidas no sentido da responsabilidade do Estado e da criação de direitos também para fazer face à pandemia”.

O deputado do BE entende que “só com mais Estado e só com mais ação social e com a criação de direitos para a população vai ser possível enfrentar e derrotar esta pandemia”.

Congresso polémico O PCP rejeitou um discurso alarmista e de pânico” e rejeitou adiar a realização do congresso, previsto para os dias 27, 28 e 29 deste mês. “Já vimos esse filme em agosto e no princípio de setembro relativamente à Festa do Avante!. Andaram ali com o binóculo para ver se havia algum surto e não detetaram nada. Somos um partido responsável. Não há nenhuma razão para não fazer o Congresso do PCP. Estamos a exercer um direito político”, disse, Jorge Pires, dirigente do PCP.

Jerónimo de Sousa respondeu, numa entrevista à agência Lusa, às críticas do PSD. Os sociais-democratas criticaram a realização do congresso durante o estado de emergência. O secretário-geral dos comunistas considera que o PSD “tenta atirar ao lado como manobra de distração, na medida que tem grandes responsabilidades em que um setor da extrema-direita, neste momento, esteja a ser o centro da direita”.

O congresso vai mesmo realizar-se, em Loures, mas com menos delegados e sem a presença de convidados nacionais e estrangeiros.

 

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