1/12/20
 
 
Nós ou o PCP…Venha o governo e escolha!

Nós ou o PCP…Venha o governo e escolha!

Rodrigo Gonçalves 19/11/2020 18:17

O País encontra-se desde Março de 2020 sujeito a restrições de natureza extraordinária, o que tem sido bastante penoso para todos os portugueses.

As crianças têm sido privadas da escola plena…A Páscoa foi um momento de isolamento e a antítese do que deveria ser…Os locais de todo o tipo de cultos estão vazios e são espaços de tristeza e não de comunhão, como deveriam ser… As férias foram momentos de isolamento e bastante penosas…O povo foi privado das festas populares que são a essência da cultura e da vida em comunidade…As visitas aos cemitérios para homenagear os nossos entes que já partiram foram e estão restringidas…As reuniões em família estão condicionadas e até proibidas…O Natal poderá ser, pela 1ª vez, um momento de angustia, solidão e tristeza para todos nós por ausência dos nossos familiares.

Vivemos momentos dramáticos causados pela pandemia e estamos sujeitos a sacríficos tremendos. No entanto, neste estado de “Direito”, nesta “Democracia” temos um caso excecional onde o PCP, para além da Festa do Avante, que se realizou durante a 1ª vaga do covid-19, vai poder realizar, em Loures, um congresso com mais de 600 pessoas em plena 2ª vaga deste surto.

Ora não é compreensível que o Governo tenha decretado um novo estado de emergência até ao dia 23 para os concelhos considerados de alto risco de transmissão de covid-19, mas que mesmo assim o PCP tenha a arrogância e o desrespeito de se considerar um privilegiado que pode fazer o que quer, quando quer e como quer.

Uma das maiores restrições impostas está relacionada com a circulação das populações entre, e até nos próprios concelhos. O decreto-lei que regulamenta o estado de emergência, confirma que existe um recolher obrigatório aos fins de semana a partir das 13h, mas o PCP acha que deslocar mais de 600 pessoas para um dos concelhos  onde há risco elevado de transmissão da covid-19, no sábado e domingo é perfeitamente normal porque a “Democracia” não pode ser posta em causa.

Temos a grande maioria dos nossos concelhos com restrições enormes, ao todo, são 8.445.007 pessoas, 86,3% da população residente no continente, que estão a ser afetadas pelas medidas de restrição impostas e mesmo assim parece que tudo vai bem desde que o PCP imponha as suas vontades e caprichos ao Governo.

Não é aceitável que as famílias não se possam reunir; que os restaurantes não possam receber clientes a partir das 13h; que não se possam realizar atividades lúdicas e culturais; que não possa haver público em eventos desportivos; que as empresas não possam ter a sua atividade regular; que os locais de culto não possam acolher os seus fieis; que as crianças não possam estar nas escolas sem constrangimentos; que os serviços públicos não funcionem em pleno; que os transportes não possam receber passageiros em proporções aceitáveis; que o comércio e serviços não possam exercer as suas atividades legítimas e fundamentais para a economia do País;

Não é aceitável que se suspenda a Democracia, que se restrinjam as nossas liberdades e em contrapartida o Partido Comunista Português possa quebrar todas as regras, ultrapassar todos os limites, atropelar os direitos de 86% da população portuguesa só para realizar uma reunião partidária com mais de 600 pessoas.

Aqui devemos acrescentar a preocupação de ver os que nos governam a deixarem que este atropelo tenha lugar sem que nada façam para impor a justiça óbvia.

Que prioridades, sentido de responsabilidade e sentido de Estado têm Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa??? Seguramente que são prioridades desvirtuadas.

Com tudo isto que estamos a assistir parece que temos uma governação profundamente influenciada pela esquerda "mais à esquerda", com uma carga ideológica orientada pelas negociações de votos que tem como principal prioridade aprovar o Orçamento do Estado e não o bem comum.

Se é assim que querem governar corremos o risco de ver muitos dos 8,5 Milhões de portugueses perder o respeito pelo Governo e principalmente pelas instituições que têm o dever de defender os interesses gerais e coletivos, principalmente em tempos excecionais como estes que vivemos.

A Democracia não é compatível com exceções. Muito menos exceções que ponham em causa a igualdade de direitos dos cidadãos.

Este caso do Congresso do PCP é revelador do desrespeito pelos portugueses e revela ainda uma Democracia que, por vontade do Primeiro-Ministro e cumplicidade do Presidente da República, tem dois pesos e duas medidas.

 

Gestor e Mestre em Ciência Política

 

Ler Mais


Especiais

Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×