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José Cabrita Saraiva 19/11/2020
José Cabrita Saraiva
Opiniao

jose.c.saraiva@ionline.pt

O protesto da direita envergonhada

 Não concordei em 2015, quando se formou a geringonça, e não concordo em 2020, que sejam os partidos menos votados a governar. Parece-me mesmo algo próximo de uma aberração permitida pela democracia. Mas também me recuso a ver a política – e não só – como uma luta a preto e branco 

Muita tinta tem corrido por causa do acordo assinado nos Açores entre os partidos da direita para desalojar o PS, que se encontrava aboletado no poder há 24 anos. Não concordei em 2015, quando se formou a geringonça, e não concordo em 2020, que sejam os partidos menos votados a governar. Parece-me mesmo algo próximo de uma aberração permitida pela democracia. Mas também me recuso a ver a política – e não só – como uma luta a preto e branco em que há bons de um lado e maus do outro. Que a extrema-esquerda veja o Chega como o diabo compreende-se perfeitamente. Afinal, se há poucos anos já considerava o PSD perto disso, por maioria de razão considerará Ventura um demónio. Claro que considera! Mas será que partidos de matriz autoritária, que sempre se recusaram a condenar os regimes mais repressivos (desde que da sua cor política), têm grande autoridade moral para falar? A principal novidade é, portanto, o protesto da direita envergonhada que assinou o texto “A clareza que defendemos”. 

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