1/12/20
 
 
Afonso de Melo 18/11/2020
Afonso de Melo

afonso.melo@ionline.pt

Entre a noite e os mortos

Atravessamos devagar o Skogskyrkogården, o Cemitério do Bosque, o mais extenso do mundo. Por entre as bétulas e os pinheiros nórdicos com mais de 30 metros de altura, as tumbas reduzem-se a pedras pequenas, lembranças soltas, uma ou duas lâmpadas para que a noite não seja eterna. 

Estocolmo – O tempo está sombrio, deprimente. O céu não abandona as suas matizes de cinzentos nem uns minúsculos espaços de azul nos garantem que as nuvens não tomaram conta do mundo e nos deixaram sozinhos neste país que recusa a reclusão, que não acredita em máscaras, que quer continuar o ritmo natural das seivas. O Paulo Ramos, o Preto para nós, seus companheiros do Fojo e do Souto do Rio e dos milharais que rodeavam as lavadeiras do Sardão e os seus lençóis alvos secando sobre uma faixa de areia branca do rio Águeda, chamou-nos para um almoço daqueles que, à moda desse nosso lugar tão antigo, duram até à noite, mas noite mesmo, não esta noite precoce que aprisiona o dia nas garras macabras da sua imensidão.

Atravessamos devagar o Skogskyrkogården, o Cemitério do Bosque, o mais extenso do mundo. Por entre as bétulas e os pinheiros nórdicos com mais de 30 metros de altura, as tumbas reduzem-se a pedras pequenas, lembranças soltas, uma ou duas lâmpadas para que a noite não seja eterna. 

Leia o artigo completo na edição impressa do jornal i. Agora também pode receber o jornal em casa ou subscrever a nossa assinatura digital.


Especiais

Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×