24/1/21
 
 
Covid-19. Atingir a maioridade sem festejos

Covid-19. Atingir a maioridade sem festejos

Joana Faustino 18/11/2020 08:49

A pandemia está a ter um forte impacto na saúde mental dos jovens, sendo os sintomas depressivos e ansiosos os mais comuns. Quem atingiu a maioridade teve de celebrar em casa.

Rodrigo Vieira fez 18 anos em abril e acredita que, mesmo que celebre os 19 de uma maneira “normal”, como se fazia na altura pré-covid, isso nunca poderá substituir a festa que perdeu por atingir a maioridade a meio de uma pandemia mundial. Quem não se recorda da data histórica de chegar à maioridade? Quantas festas de amigos não ficaram memoráveis? Quantos excessos não foram cometidos? Tirando aqueles que se esqueceram de tudo por causa dos excessos etílicos e afins, os 18 anos são uma das datas mais simbólicas da vida. É a partir dessa idade que se pode tirar a carta de condução ou que se passa a poder votar... Só que 2020 vai ficar na história daqueles que chegaram aos 18 anos e não conseguiram dar o grito do Ipiranga!

Também é certo que há quem tenha conseguido tornear as restrições da pandemia, fazendo festas clandestinas, mas a maioria ficou em casa a lamentar a má sorte da existência da pandemia. É óbvio que houve um número de jovens que conseguiu furar as regras, tendo alguns deles apanhado covid-19. O caso mais emblemático foi o da festa de 18 anos da filha de Paula Amorim, realizado no clube privado da empresária, onde vários amigos da aniversariante ficaram positivos para o coronavírus, tendo infetado familiares.

Rodrigo confessa ao i que “quanto ao aniversário do próximo ano, as expetativas também não são as melhores porque o vírus está cada vez pior”. Este ano, um jantar e uma saída à noite foram substituídos por pequenos vídeos de parabéns gravados pelos amigos e compilados para lhe fazerem uma surpresa.

O vírus, apesar de ter posto em espera quaisquer eventos sociais, não cancelou a necessidade de socializar e de trocar afetos. Por isso, quando a distância se tornou aconselhada e o ficar em casa começou a ser obrigatório, a população ressentiu-se. E a saturação atingiu gente de todas as idades.

Leia o artigo completo na edição impressa do jornal i. Agora também pode receber o jornal em casa ou subscrever a nossa assinatura digital.

Ler Mais


Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×