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Turismo. Quebras superiores a 50% e 25% dos hotéis fechados

Turismo. Quebras superiores a 50% e 25% dos hotéis fechados

Patrícia de Melo Moreira/AFP Sónia Peres Pinto 17/11/2020 08:35

Foi este o cenário do setor em setembro. As perspetivas não são animadoras, como admite ao i o presidente da AHP, que sugere a utilização para outros fins além do alojamento para turistas. Centros de dia ou residências assistidas poderão ser o futuro do setor.

Depois de ter registado um pequeno balão de oxigénio no verão, o turismo voltou a cair em setembro, com Portugal a receber apenas 1,4 milhões de hóspedes e com 24% dos estabelecimentos fechados. Os dados foram revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e apontam para uma quebra de 53,4% face a igual período do ano passado.

Do total de 1,37 milhões de hóspedes, 887 300 são residentes em Portugal, enquanto 483 600 são estrangeiros. No que diz respeito a dormidas, o maior peso coube aos hóspedes nacionais (2,03 milhões), tendo estas caído 8,5%, enquanto os hóspedes internacionais representaram 1,52 milhões de dormidas, menos 71,9% do que em setembro do ano passado, refere o INE.

Face a esta quebra, também os proveitos totais caíram 59,2%, atingindo os 204,8 milhões de euros, dos quais 155 milhões de euros dizem respeito aos proveitos de aposento. Por segmentos, os proveitos totais e de aposento diminuíram 60,8% e 61,3% na hotelaria, enquanto no alojamento local se reduziram -57,6% e -59%, Já no turismo no espaço rural e de habitação recuaram 13,7% e -12,5%.

A hotelaria continua a ser o segmento preferido dos hóspedes, concentrando 1,92 milhões de dormidas (-56,9%), à frente do alojamento local (3,38 milhões) e do turismo em espaço rural e de habitação (1,07 milhões). No entanto, o organismo chama a atenção para o facto de, em setembro, 24% dos estabelecimentos de alojamento turístico terem estado encerrados ou não terem registado sequer movimento de hóspedes. Em agosto, este indicador tinha sido de 22,8%.

“Ano perdido” Estes números vão ao encontro do que já tinha sido revelado pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) ao ter admitido ao i que “a situação é muito complicada” face à falta de hóspedes no mercado nacional.

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