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PSP. Divisão de Oeiras sob fogo após processo disciplinar

PSP. Divisão de Oeiras sob fogo após processo disciplinar

João Porfírio Pedro Almeida 16/11/2020 08:42

Dirigente sindical da PSP foi alvo de um processo disciplinar instaurado pela comandante Ana Neri. Advogada fala em “má fé” e PSP recusa comentar o caso.

A Divisão da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Oeiras está mergulhada numa polémica entre um dirigente sindical da PSP e a comandante Ana Neri, que volta a estar no centro das atenções. Depois de, em 2007, ter sido suspeita de desvio de cocaína, haxixe e heroína em operações, com o objetivo de fabricar provas contra suspeitos de tráfico de droga, segundo avançou o CM, a comandante é agora acusada de ter instaurado um processo disciplinar alegando fundamentos que estão a gerar controvérsia.

O dirigente sindical, a quem foi instaurado o processo, não quis identificar-se nem prestar declarações, mas, segundo o i conseguiu apurar, tratou-se de um episódio em que, num serviço remunerado, o dirigente se sentiu mal, comunicou ao chefe de serviço, foi para casa depois de ter sido acompanhado por profissionais de saúde e só um mês e meio depois é que foi notificado da instauração do processo disciplinar, com a comandante a alegar que não foi dada qualquer justificação para faltar ao trabalho nesse dia.

O i sabe que a situação em causa remonta a 1 de junho, em que o dirigente, durante um gratificado, chamou a ambulância porque estava com dores de cabeça e tonturas. A tripulação do INEM aconselhou-o a não ir ao hospital devido à covid-19, uma vez que precisava de descansar. Foi substituído no serviço remunerado por um colega seu por um período de uma hora. Antes deste serviço, o dirigente sindical havia acabado de fazer um turno da noite e foi escalado praticamente de seguida, quando haveria outros elementos disponíveis para fazer aquele turno.

Foi para casa, acordou ao fim da tarde, e no dia seguinte fez novamente o turno da noite, da 1h às 7h, sem nunca comunicar baixa, dado que trabalhou o dia em que teve uma doença súbita e o seguinte – nenhum superior lhe solicitou qualquer justificação para aquela hora em que foi substituído por um colega, apurou o i. Escreveu um documento por escrito à comandante Ana Neri a explicar a situação e, nessa mesma declaração, apresentou também algumas queixas contra a secção de escalas e os horários dos polícias.

Passado um mês e meio, a 16 de julho, recebeu uma notificação a dizer que era obrigatória uma justificação médica. Apresentou o atestado médico dia 20 de julho e, um dia depois, foi notificado de que lhe tinha sido instaurado um processo disciplinar, cuja defesa foi feita na semana passada.

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