26/1/21
 
 
Deco acusa Glovo e Uber Eats de "abuso de poder de mercado"

Deco acusa Glovo e Uber Eats de "abuso de poder de mercado"

Jornal i 12/11/2020 11:34

Consumidor sai prejudicado seja pelo aumento de preços das refeições, seja pela diminuição da oferta, pois muitos restaurantes não conseguem suportar as taxas cobradas, especialmente em contexto de pandemia.

A Deco Proteste considera que a Glovo e a Uber Eats estão a cometer “abuso de poder de mercado” o que prejudica os consumirores.

A associação de defesa do consumidor afirma que “a pressão exercida pela Glovo e UberEats sobre os restaurantes, através das elevadas comissões, tem impacto para os consumidores, seja no aumento de preços, seja na oferta disponibilizada”, lê-se no comunicado.

A Deco “contesta a harmonização de taxas em alta” e revela que já expôs a situação à Autoridade da Concorrência”.

“As taxas praticadas por ambas as plataformas, que vão além do serviço prestado, têm efeitos no consumidor final, seja pelo aumento no preço das refeições - que em alguns casos chegam aos 10% face ao habitual em loja –, seja pela diminuição na oferta, dada a insustentabilidade dos acordos para muitos restaurantes, em especial em fase de pandemia”, denuncia.

No caso da UberEats, a Deco adianta que as comissões cobradas aos vendedores para o serviço (comissão), varia entre os 15 e os 30%. “A par deste valor, acrescem uma “taxa de ativação” e/ou um “taxa por danos” e/ou uma “taxa de assinatura” por cada artigo vendido através da plataforma”, acrescenta.

Em relação à Glovo, as comissões cobradas aos vendedores fixam-se nos 35% sobre as vendas obtidas pelos comerciantes através da App, uma taxa que se aplica “sem prejuízo das restantes condições financeiras – as quais não estão expressas no contrato”.

Sublinhe-se que a aplicação destas taxas pelas plataformas resulta no aumento do preço das refeições e na diminuição da oferta, pois as condições levam em vários casos à “insustentabilidade dos acordos para muitos restaurantes, em especial em fase de pandemia”, salienta a Deco, que “exige a revisão das taxas aplicadas”.

“Os valores taxados por ambas as plataformas importam o esmagamento das margens de rentabilidade dos restaurants”, alega, e acrescenta: “A incomportabilidade destas parcerias torna-se particularmente preocupante para os restaurantes num contexto de pandemia e em especial após as últimas medidas previstas para os próximos dias”.

Ler Mais


Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×