24/1/21
 
 
José Cabrita Saraiva 04/11/2020
José Cabrita Saraiva
Opiniao

jose.c.saraiva@ionline.pt

Na democracia do vale-tudo

Foi um sinal tremendo. Como pode o chefe de Estado de um país supostamente desenvolvido sequer sugerir que o sistema eleitoral – pelo qual ele é o responsável máximo – está inquinado e que o resultado de uma votação pode ser falseado? É uma contradição que ninguém conseguirá explicar.

Quando os lojistas de um país se preparam para as eleições como quem se prepara para um motim ou uma tempestade, é sinal de que as coisas vão muito mal. Mas foi exatamente isso que aconteceu nos Estados Unidos da América nas vésperas desta eleição decisiva.

Este grande país, que sempre gostou de dar lições ao mundo, tem agora uma oportunidade de ouro para mostrar que é uma democracia madura e responsável.

Infelizmente não foi isso que se viu na campanha. Uma campanha marcada por ameaças, insinuações e suspeitas. Trump tem culpa disso. O momento mais grave, e mais lamentável, foi sem dúvida quando deu a entender que caso perdesse talvez não aceitasse os resultados eleitorais. “Terei de ver. Não vou já dizer que sim, não vou dizer que não”. Noutra ocasião, disse: “A única maneira de perdermos esta eleição é se houver fraude”.

Foi um sinal tremendo. Como pode o chefe de Estado de um país supostamente desenvolvido sequer sugerir que o sistema eleitoral – pelo qual ele é o responsável máximo – está inquinado e que o resultado de uma votação pode ser falseado? É uma contradição que ninguém conseguirá explicar.

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