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Afonso de Melo 03/11/2020
Afonso de Melo

afonso.melo@ionline.pt

Voando com um ganso branco

Aprendi a gostar da Suécia com Nils Hölgersson, mau filho e mau rapaz, castigado por um leprechaun a ser reduzido ao tamanho de um dedal, voando para o norte no dorso de um ganso branco na companhia de um bando de patos bravos comandados por Aka de Kabnekaïse. Eu era muito pequeno, vivia em Santa Cruz, na Madeira, e começava a aprender a ler.

O meu pai ensinava-me a conjugação das palavras e eu sonhava com um país de bosques e charnecas, de montículos cobertos de urze e de rochedos nus como os que encontrei depois, quando comecei a lá ir, em Boras e Fristad, junto ao lago de Säven, as nuvens escurecendo por sobre os fjells, a neve caindo com força sobre os carris e sobre a chapa metálica das carruagens aquecidas do comboio, vindo de Gotemburgo para Estocolmo, as igrejas recortadas de Herrlunga, os cemitérios planos e sem cruzes na terra vermelha de Faglavik, os pinheirais densos de Floby, os troncos brancos dos plátanos e das bétulas no caminho entre Falköping, Huskvarna e Nässjö.

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