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José Cabrita Saraiva 02/11/2020
José Cabrita Saraiva
Opiniao

jose.c.saraiva@ionline.pt

Do impensável ao inevitável vai uma distância muito curta

Percebemos agora que o que nos preservou de males maiores, nessa altura, não foi sermos mais espertos, mais cuidadosos ou mais responsáveis do que outras nacionalidades, mas tão-só a ordem para confinar dada pelo Governo. Um novo confinamento tem sido evitado a todo o custo, mas por quanto tempo mais?

A evolução da pandemia está fora de controlo, o que mostra que, ao contrário do que alguns pensavam, os portugueses não são muito diferentes dos espanhóis ou dos italianos, que tanto sofreram com a primeira vaga da covid-19 em março e abril. Percebemos agora que o que nos preservou de males maiores, nessa altura, não foi sermos mais espertos, mais cuidadosos ou mais responsáveis do que outras nacionalidades, mas tão-só a ordem para confinar dada pelo Governo. Um novo confinamento tem sido evitado a todo o custo, mas por quanto tempo mais? Há coisa de duas semanas, António Costa dizia que essa medida era “impensável”. Há uma semana, dizia que era “precipitado” falar nisso. Entretanto, já temos o dever de permanência em casa, que podemos cumprir ou não, mas muito em breve deverá tornar-se uma obrigatoriedade. Já só falta um pequeno passo. Como vemos, do “impensável” ao inevitável vai uma distância muito curta. O problema são as consequências sociais terríveis que esse novo confinamento terá. Será como um novo cerco que vai asfixiar a economia e mandar ainda muito mais gente para o desemprego. 

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