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Rendas acessíveis. Lisboa acena com 500 imóveis mas foram lançados menos de metade

Rendas acessíveis. Lisboa acena com 500 imóveis mas foram lançados menos de metade

Sónia Peres Pinto 30/10/2020 08:52

Neste momento está a decorrer o terceiro concurso, que termina a 5 de novembro. Valores variam entre os 150 e os 800 euros para tipologias de T1 a T4.

A Câmara de Lisboa já veio acenar com, pelo menos, 500 casas ao abrigo do programa Renda Acessível, durante o ano de 2021. Neste momento está a decorrer o terceiro concurso e conta com uma bolsa de 75 imóveis, cujo prazo de candidaturas termina no dia 5 de novembro. Esta iniciativa surge depois de ter sido lançado o primeiro concurso com 120 imóveis e o segundo com 30. Nessa altura, foram disponibilizadas habitações, com tipologias de T1 até T4, com rendas que variam entre os 150 e os 800 euros.

A ideia é apresentar imóveis dirigidos a jovens e a famílias de classe média, cuja renda não ultrapasse um terço do rendimento mensal disponível. De acordo com a vereadora da Habitação da autarquia, o objetivo é “ter cada vez mais habitação pública em Lisboa que possa responder às necessidades das famílias”, disse Paula Marques.

“A política estrutural do ponto de vista da habitação é aumentarmos o parque público, seja através da construção, seja através da reabilitação, mas sobretudo o nosso objetivo é ter um parque público robusto na cidade para responder às necessidades e intervir do ponto de vista da regulação do mercado”, sublinhou.

De acordo com a CML, o valor de um T0 varia entre 150 e 400 euros, o de um T1 entre 150 e 500 euros e o de um T2 entre 150 e 600 euros. As tipologias superiores contarão com uma renda mínima de 200 euros e máxima de 800 euros.

“Temos casas em praticamente todas as freguesias, temos no centro histórico, zona tão causticada com o processo de especulação imobiliária e de despejo”, disse Paula Marques.

O que é certo é que as candidaturas têm sido mais elevadas face à oferta. Exemplo disso, foi o concurso que terminou em setembro, que para 30 casas, a câmara recebeu 2872 candidaturas, o que revela a elevada procura (e necessidade) por uma casa a preços comportáveis por quem escolhe a capital para ser a sua casa.

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