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José Cabrita Saraiva 27/10/2020
José Cabrita Saraiva
Opiniao

jose.c.saraiva@ionline.pt

Estamos a aprender? Não, não estamos

Talvez Portugal não possa dar-se ao luxo de recusar a organização de uma prova tão importante como o Grande Prémio de F1. Mas já pode dar-se ao luxo de condenar os pequenos negócios, como condenou tantos e tantos à asfixia com o confinamento?

As imagens das bancadas do Autódromo de Portimão cheias de entusiastas da velocidade suscitaram reações acaloradas. Como foi possível, no momento decisivo da evolução da pandemia, permitirem que 27 500 pessoas se juntassem num recinto?
Há duas respostas possíveis para essa pergunta. Primeira: por pura irresponsabilidade. Segunda: a economia é mais importante.
Portugal tem destes mistérios. Enquanto os próprios familiares não podiam assistir aos funerais dos seus entes queridos por causa da pandemia, carrinhas e carrinhas de todo o país convergiam para a Alameda para as importantíssimas comemorações do 1.o de Maio. Agora, que assistimos ao galopar da covid e se tenta por todos os meios travar os novos contágios, foi autorizado que dezenas de milhares de pessoas se juntassem para ver o circo da F1. O que se passou?
Talvez Portugal não possa dar-se ao luxo de recusar a organização de uma prova tão importante, tal como não pôde dar-se ao luxo de recusar a final da Champions. Admito que sim. Mas já pode dar-se ao luxo de condenar os pequenos negócios, como condenou tantos e tantos à asfixia com o confinamento?

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