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Falta de resposta do SNS a doentes não covid-19 exige "trabalho de proximidade" com setor privado

Falta de resposta do SNS a doentes não covid-19 exige "trabalho de proximidade" com setor privado

Bruno Gonçalves Jornal i 26/10/2020 21:52

Os pacientes não covid-19 que tenham consultas, cirurgias e exames desmarcados por causa do agravamento da pandemia serão reencaminhados para o setor privado ou social.

A ministra da Saúde, Marta Temido, considerou, esta segunda-feira, que Portugal está numa situação “complexa”, quando dava uma conferência de imprensa que foi transmitida no Facebook. Marta Temido afirmou que “como todos os sistemas de saúde, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem limites” e que é preciso “proteger essa capacidade”. Mas como? A resposta parece estar em iniciar um “trabalho de proximidade” com o setor privado ou social.

Os pacientes não covid-19 que tenham consultas, cirurgias e exames desmarcados por causa do agravamento da pandemia serão reencaminhados para o setor privado ou social. “Temos que garantir a melhor possível a resposta à atividade assistencial”, disse a ministra.

"O esforço de recuperação foi significativo. Nos hospitais, o cenário também foi de melhoria, mas não tão vantajoso. E tínhamos programas de recuperação da atividade assistencial com incentivos diretos aos profissionais de saúde. Mas, se isso não chegar - e admitindo que não chegue, face à desprogramação de atividade que teremos de fazer - o encaminhamento para os outros setores convencionados ocorrerá de acordo com aquilo que forem as necessidades e o interesse dos doentes", explicou.

Na conferência de imprensa, que decorreu no Ministério da Saúde, e apenas contou com jornalistas da Lusa e da RTP por “razões de espaço e segurança”, Marta Temido disse ainda que a recuperação da atividade assistencial a pacientes com outras doenças tinha “apenas um diferencial de 600.000 consultas entre urgentes e não urgentes em cuidados de saúde primários até setembro face ao período homólogo, num volume de 31 milhões”, mas reconheceu que a resposta do SNS pode ficar muito limitada nos próximos tempos. “Não há tempo a perder e é necessário que cada um faça o que está ao seu alcance", afirmou.

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