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Vítor Rainho 26/10/2020
Vítor Rainho

vitor.rainho@ionline.pt

30 mil pessoas são menos perigosas no autódromo que seis ao jantar

Se o Governo permite 30 mil pessoas numa corrida de carros, qual a razão para não poderem estar dez pessoas juntas  num restaurante?

Não quero ser nem sou demagógico e cometo muitos erros. Por vezes, não cumpro as regras emanadas da Direção-Geral da Saúde pois estou com pessoas em locais públicos que não devia, apesar de ter os cuidados mínimos de segurança. Mas, olhando para o que se passa no espaço público, sinto-me um cidadão exemplar. Como foi possível o Governo permitir quase 30 mil pessoas no Grande Prémio de Fórmula 1 no circuito de Portimão? Como é possível haver festas com dezenas ou centenas de pessoas? Perante estas notícias, sinto que não cometi nenhum disparate. E é esse sentimento que passa para a generalidade dos cidadãos, que acham que não cometem nenhum erro ao estarem num jantar de uma dezena de amigos. Se o Governo permite 30 mil pessoas numa corrida de carros, qual a razão para não poderem estar dez pessoas juntas  num restaurante?

Percebo que o Executivo de António Costa queira permitir que os negócios aconteçam, mas qual o critério para não deixar que outros possam faturar? Haverá diferenças entre 30 mil pessoas num autódromo e 50 pessoas num bar ou num restaurante?

O que se passa é que estamos num verdadeiro fungagá da bicharada no que às recomendações da Direção-Geral da Saúde diz respeito, notando-se um desrespeito total pelos especialistas na matéria, que há muito lutam para que estes disparates – dos ajuntamentos de pessoas – não aconteçam.

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