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Hotelaria espera quedas até 80% de ocupação e receitas este ano

Hotelaria espera quedas até 80% de ocupação e receitas este ano

Jornal i 22/10/2020 14:01

Durante os meses de junho a setembro, a melhor taxa de ocupação média da hotelaria fixou-se no Alentejo ao atingir os 50%.

Apesar da hotelaria te ganho algum fôlego no verão com as férias dos portugueses, as perspetivas para 2020 não são animadoras: o setor prevê uma quebra de 70% a 80% na taxa de ocupação e uma quebra semelhante no que diz respeito às receitas. Os números foram avançados pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) depois do inquérito, realizado entre 21 de setembro a 15 de outubro. 

No entanto, a associação liderada por Raul Martins traça mais do que um cenário. No melhor, as receitas da hotelaria cairão 70% em relação aos 4,48 mil milhões de euros registados no ano passado, o que representa uma perda de 3,2 mil milhões de euros. Já no pior, a perda será de 80%, ou  seja, menos 3,6 mil milhões de euros.

Em relação à taxa de ocupação, no melhor cenário, a taxa de ocupação cai 60%, mas já está praticamente afastado pelos responsáveis do setor. No cenário considerado mais provável, a taxa de ocupação cai 70%, com uma perda de 40,6 milhões de dormida. No pior, a ocupação cai 80%, com menos 46,4 milhões de dormidas.

Outra alteração diz respeito ao facto da maioria das reservas ser reembolsável. “As reservas eram contadas como dinheiro em caixa. Hoje, a maioria das reservas, cerca de 78%, é reembolsável. Esta é uma tendência que veio para ficar e não há maior alteração de paradigma do que esta”, afirmou Cristina Siza Vieira.

Balanço do verão

Durante os meses de junho a setembro, a melhor taxa de ocupação média da hotelaria fixou-se no Alentejo ao atingir os 50%. Logo a seguir aparece o Algarve (41%), Centro (25%), Madeira (22%) e Açores (195). Já a Área Metropolitana de Lisboa ficou apenas pelos 18%. Neste período, o preço médio praticado pela hotelaria caiu cerca de 25% na maioria do país, com a exceção, paro o Alentejo.

Para os meses de outubro a dezembro, a maior taxa de ocupação média, de 23%, é prevista na região Norte. Em todas as restantes regiões, a hotelaria prevê uma taxa de ocupação inferior a 20%, com as mais baixas novamente em Lisboa (11%) e nos Açores (9%).

 

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