30/11/20
 
 
Afonso de Melo 22/10/2020
Afonso de Melo

afonso.melo@ionline.pt

O triunfo dos porcos

O país está em clima de guerra contra a sua própria gente. O dr. Costa, que do íntimo da sua educação democrática tinha a obrigação de não deixar que Lisboa ficasse parecida com Santiago do Chile

As fardas repugnam-me. Quando fui obrigado a usar uma, sentia um certo asco de mim mesmo. Não sei se foi o Charles Aznavour que disse: “Enquanto houver um homem fardado, seja o teu filho ou o meu, nunca o mundo prometerá nada de bom”.

Ver seis polícias entrarem na Rua do Norte em formação-matilha deixa-me preocupado. Fico a pensar cá para comigo: onde irão eles, se agora só podem sentar-se cinco à mesa de cada vez? Jantar não é com certeza... Buscam a multa, como cães de caça, versão grotesca desta Lisboa de Pinochet reencarnado na figura de Medina e seus sequazes. Para qualquer lado onde olhemos vemos fardas.

O país está em clima de guerra contra a sua própria gente. O dr. Costa, que do íntimo da sua educação democrática tinha a obrigação de não deixar que Lisboa ficasse parecida com Santiago do Chile, apresta-se a propor medidas que insultam não apenas a nossa inteligência como se preparam para nos roubar a liberdade.

Temos vivido distraídos, todos nós. Deixámos que os porcos saíssem do celeiro e ocupassem a quinta, reescrevessem as leis e instalassem a ditadura do medo e da força.

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