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Relacionamentos. O amor além-fronteiras e sob o mesmo teto

Relacionamentos. O amor além-fronteiras e sob o mesmo teto

Rita Pereira Carvalho 16/10/2020 09:34

O isolamento pode ter levado casais à exaustão, mas também ajudou outros. Cada caso é um caso, mas difícil continua a vida de quem tem uma relação além-fronteiras. E no próximo dia 24 de outubro há manifestação nos aeroportos de Lisboa e do Porto, porque “amor não é turismo”.

Estar isolado em casa com alguém que se conhece há um, dois ou até 20 anos é um desafio. Para ligar as relações amorosas com a pandemia é preciso ter em conta que cada caso é um caso, alerta o psiquiatra Júlio Machado Vaz. E há casos para todas as teorias.

Regra geral, “as relações já fragilizadas aguentam muito pior do que outras que são mais sólidas”, diz o psiquiatra. Nestes casos, dos casais em que já existiam fissuras na relação, resultaram dois caminhos do confinamento. Para uns, a convivência diária em 24 horas por dia só agravou essas fragilidades. No entanto, para outros, notou-se até um maior entendimento, “os casais avaliaram melhor as situações, aproximando-se”, explicou Júlio Machado Vaz. Já “nas relações que eram sólidas, as pessoas aguentaram melhor”.

Além da convivência diária, há outros aspetos que entram na esfera das influências das relações: se há filhos ou não, se estão em teletrabalho, se vivem numa casa com jardim ou num T1 sem varanda. Como explicou Júlio Machado Vaz, “tendemos a ignorar, mas não estamos todos no mesmo barco”, na medida em que os casais não vivem todos com as mesmas condições, seja durante ou depois do confinamento.

As separações ou a aproximação entre casais que se verificaram depois do confinamento não são, assim, uma surpresa para o psiquiatra Júlio Machado Vaz.

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