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5G. Vodafone ameaça não ir ao leilão por considerar regras ilegais

5G. Vodafone ameaça não ir ao leilão por considerar regras ilegais

Sónia Peres Pinto 15/10/2020 19:33

Também para a NOS, as regras do leilão do 5G “são absolutamente ilegais, inaceitáveis e desastrosas” para o setor e para o país.

A Vodafone ameaça não ir ao leilão da quinta geração (5G). A garantia foi dada pelo CEO para a Europa da operadora ao considera que poderão estar em causa regras discriminatórias e ilegais, ameaçando ainda repensar os investimento em Portugal. “Há uma discriminação significativa e injustificada contra os operadores de longa data, como a Vodafone, e somos obrigados a reconsiderar todas as nossas opções em Portugal, incluindo licitar por menos espetro ou não licitar, se o leilão for tão defeituoso”, disse Serpil Timuray em entrevista à Reuters.

O responsável considera ilegal, as regras diferentes previstas no projeto de regulamento para os novos operadores.  “A reserva de espetro para novos entrantes vai criar uma escassez adicional para os atuais operadores, aumentar o custo de implementação e reduzir o apetite para investir”, realçou.

Investimento em Portugal em causa

Serpil Timuray lembrou ainda o investimento de 1,6 mil milhões de euros que tem sido feito em Portugal nos últimos seis anos da Vodafone, acrescentando que, “infelizmente, a Vodafone terá de reconsiderar os planos de estabelecer um centro pan-europeu de I&D em Portugal”, com 400 especialistas para o desenvolvimento de serviços 5G e soluções digitais empresariais.

Recorde-se que a Vodafone foi uma das empresas que apresentou reclamação junto da Comissão Europeia, considerando que estará em causa auxílios do Estado.

Também a  NOS admite que, “as regras do leilão, tal como as conhecemos, são absolutamente ilegais, inaceitáveis e desastrosas para o setor e para o país”, disse fonte oficial da operadora de telecomunicações.

E segundo a mesma, este regulamento “compromete irremediavelmente a concorrência e o investimento no setor, e, consequentemente, a desejada transição digital das empresas, do setor público e da população, bem como a coesão territorial e social”, acrescentando que “se as regras não forem alteradas estaremos a condenar Portugal à irrelevância na futura economia digital, prejudicando, assim, de forma irreversível a competitividade das empresas e a evolução do nível de vida dos portugueses”.

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