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Igualdade. Diretiva do Governo abre contestação nas Forças Armadas

Igualdade. Diretiva do Governo abre contestação nas Forças Armadas

José Sérgio João Amaral Santos 01/10/2020 08:57

A diretiva do Ministério da Defesa quer impor uma “linguagem inclusiva” nas Forças Armadas, mas têm sido as próprias mulheres a contestarem o documento. “Isto é uma patetice”, dizem os oficiais.

A diretiva do Ministério da Defesa que visa eliminar expressões sexistas e homofóbicas no seio das Forças Armadas está a criar um autêntico terremoto entre os militares. O descontentamento é praticamente unânime e –apurou o i –, nas últimas horas, têm sido as próprias mulheres militares a manifestarem mais abertamente, junto das chefias, desconforto e indignação perante o conteúdo do documento emitido pela secretaria-geral do ministério de João Gomes Cravinho e enviado aos serviços centrais do ministério, ao Estado-Maior-General das Forças Armadas e aos três ramos militares (Exército, Marinha e Força Aérea).

Apesar desta posição de força, nenhuma das mulheres contactadas pelo i aceitou prestar declarações por, neste momento, se encontrarem no ativo (ainda não existem mulheres militares reformadas em Portugal) e, como tal, estarem obrigadas aos deveres militares. Segundo os dados mais recentes do Ministério da Defesa, referentes a setembro, servem nas Forças Armadas portuguesas 2783 mulheres (o que representa 11,4% do total de 24 mil militares).

Oficiais: “isto é uma patetice”

O Governo alega que o documento intitulado “Diretiva sobre a Utilização de Linguagem Não Discriminatória” tem como objetivo a “utilização de uma política de comunicação inclusiva em todos os documentos oficiais, seja na forma escrita, na oralidade e na imagem”.

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