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Filme de Catarina Vasconcelos soma e segue

Filme de Catarina Vasconcelos soma e segue

DR Mariana Madrinha 28/09/2020 08:55

A Metamorfose dos Pássaros conquistou este fim de semana mais um prémio, no Festival de Cinema de San Sebastián.

Foi a partir da história da sua família que a cineasta Catarina Vasconcelos construiu A Metamorfose dos Pássaros, longa-metragem estreada em Berlim, em fevereiro deste ano, e que desde então não parou de conquistar prémios nos festivais onde tem sido exibida. Este fim de semana, a cineasta venceu o prémio Zabaltegi – Tabakalera no Festival de Cinema de San Sebastián, em Espanha. “É uma grande honra para mim receber este prémio. É extraordinário. Muito obrigada, San Sebastián. Sinto um enorme orgulho por estar aqui”, disse a cineasta, citada pela Lusa.

O filme já foi selecionado para festivais internacionais em vários pontos do globo, da Coreia do Sul à Austrália, e arrecadou logo na estreia, em Berlim, o Prémio da Crítica Internacional. Desde então, já venceu o Prémio de Melhor Filme no Festival de Vilnius, na Lituânia, o Prémio Especial do Júri no Festival de Taipei, em Taiwan, o Prémio do Melhor Filme no Festival Dokufest, no Kosovo, ou o Prémio de Melhor Filme da Competição Internacional do Festival de Pesaro, em Itália. O filme foi exibido em Portugal este mês, tendo estado em competição nacional no Festival IndieLisboa, onde Catarina Vasconcelos foi distinguida com o prémio de melhor realização na cerimónia de prémios do júri. Levou ainda para casa o prémio do público deste ano.

Aos 33 anos, esta é a primeira longa-metragem de Catarina Vasconcelos, que demorou seis anos a concluir o projeto baseado na vivências dos seus antepassados diretos, passando pela experiência da perda da mãe. “Sem dúvida que, para mim, o filme tem também um lado catártico, de processo e de investigação”, disse a realizadora ao i aquando da estreia do filme. Uma investigação sobre si própria e sobre a sua família: “Também de mim com o meu pai, com a família: como todos nós lidámos com isso e também como todos nós, de alguma forma, conseguimos encaixar esse vazio”.

 

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