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Caso Rui Pinto. PGR e FPF não sabiam dos ataques informáticos

Caso Rui Pinto. PGR e FPF não sabiam dos ataques informáticos

Jornal i 24/09/2020 08:23

Inspetor da Polícia Judiciária explicou ontem como Rui Pinto acedia aos sistemas informáticos.

O inspetor da Polícia Judiciária José Amador continuou ontem a ser ouvido no âmbito do processo Football Leaks. no Tribunal Central Criminal de Lisboa, e contou que os emails do Sporting foram monitorizados por Rui Pinto durante dois meses. Segundo José Amador, o pirata informático terá começado por aceder às contas dos funcionários do clube dos leões e, a partir daí, terá tido acesso a outras contas, como a de Bruno de Carvalho, antigo presidente do Sporting Clube de Portugal. 

Para aceder à Doyen, Rui Pinto terá usado Antero Henriques, antigo vice-diretor do Futebol Clube do Porto. Como explicou José Amador, Rui Pinto terá enviado um email para Antero Henriques a que este teria de aceder com os seus dados que, no fim, foram roubados por Rui Pinto. O email utilizado para a alegada extorsão à Doyen terá sido criado no mesmo dia em que o Football Leaks foi criado, em setembro de 2015.
A técnica utilizada para aceder aos sistemas da Doyen foi a mesma que Rui Pinto utilizou para fazer o ataque informático à Procuradoria-Geral da República (PGR). Aqui, Rui Pinto terá utilizado as credenciais de Amadeu Guerra, ex-diretor do DCIAP. Aliás, segundo o inspetor, foi a Polícia Judiciária quem avisou a PGR de que tinha sido alvo de ataques informáticos. O mesmo aconteceu com a Federação Portuguesa de Futebol, que também desconhecia qualquer ataque informático. 

Já esta terça-feira, o inspetor da PJ falou sobre os discos que chegaram às mãos das autoridades e dos emails que Rui Pinto tinha em sua posse. Aliás, um dos discos tinha mais de 150 caixas de correio eletrónico e José Amador chegou mesmo a comparar os discos de Rui Pinto a uma “caixa de Pandora”. Nas mais de 150 contas de email encontravam-se nomes como Joana Marques Vidal, ex-procuradora-geral da República. Dos 12 discos, apenas três foram analisados pela Polícia Judiciária, uma vez que os restantes estavam encriptados. 
Rui Pinto é acusado de 90 crimes – 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo, um de tentativa de extorsão e um de sabotagem informática. 

O inspetor da Polícia Judiciária José Amador continua hoje a ser ouvido como testemunha do Ministério Público. 

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