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Rodrigo Alves Taxa 23/09/2020
Rodrigo Alves Taxa

opiniao@newsplex.pt

Ninguém vai remover ovários, mas alguns devem ter removido o cérebro

Começa a ser demasiado escabrosa a perseguição que parte substancial da imprensa portuguesa faz ao Chega e, em particular, a André Ventura. Perseguição escabrosa e descarada sobretudo porque está já num plano em que claramente se perdeu toda a vergonha, perda essa que já nem sequer se tenta disfarçar.

Após a Convenção Nacional do Chega assistiu todo o país a fenómenos verdadeiramente ridículos e abstrusos que não são de todo normais num país evoluído.

Primeiro assistiu Portugal inteiro à disseminação pelas redes sociais e pelos meios de comunicação que o Chega teria apresentado (e nalguns locais vi mesmo a informação que tinha aprovado) uma moção da qual constava a pretensão de remover os ovários às mulheres que se submetessem a abortos.

Ora, tornou-se verdadeiramente nojenta a deslealdade de grande parte da imprensa nacional na medida em que a moção não foi apresentada pelo Chega, mas sim por um delegado presente, (circunstância que o Chega ou qualquer outro partido nas mesmas circunstâncias não poderia impedir), e que após fazê-lo a viu inequivocamente rejeitada por 85% dos votantes presentes.

Mais, devo aliás até confessar, pelo que me apercebi à minha volta, que esta absurda moção, além de chumbada foi mesmo repudiada e digo repudiada para não dizer ridicularizada pela quase totalidade dos delegados do Chega.

Vejo agora alguns reputados constitucionalistas dizerem que a Mesa da convenção do partido não poderia ter aceite a moção. Eventualmente, muitos desses mesmos constitucionalistas caso ela não tivesse sido aceite viriam então dizer que o partido não poderia ter impedido um militante de a apresentar por ferir o direito x ou y.

Ou seja, tanto o Chega como André Ventura são presos por ter e não ter cão.

Isto tem um nome: perseguição.

Mas o que está aqui em causa não é o carácter ridículo e nojento da moção, porque sobre isso nem vale a pena perder tempo. O que está em causa é a ampla publicidade que grande parte da imprensa deu a um assunto que na verdade não era sequer assunto nenhum, sendo o objectivo, uma vez mais, confundir o povo português fazendo-o acreditar que o Chega é realmente o partido extremista que tanto dizem ser. Mas não é.

Aliás, hoje apresenta o Público um artigo absolutamente lamentável em que se diz que o Chega persegue as mulheres.

Por acaso, já que tanto falaram na abstrusa moção dos ovários, porque não falaram também, com igual destaque, que na convenção do Chega foi aprovada a moção criadora do “Chega Mulheres”? Para quem diz que o partido é machista e/ou persegue as mulheres é no mínimo estranho.

Mas se isto foi mau, pior ficou quando vi um canal televisivo pedir satisfações à Bastonária da Ordem dos Enfermeiros pela sua presença na Convenção do Chega.

Mas desde quando é que alguém deve satisfações ao país sobre onde vai e porque vai?

E para os pobres de espírito que considerarem que este inquérito faz sentido, por se tratar de uma representante de uma classe profissional, pergunto:

Quando alguém vai ao Avante ou a outra qualquer festa ou iniciativa política, também lhe são pedidas satisfações?

E se o fizessem, isso alguma vez seria igualmente admissível?

Para quem diz que o Chega é um partido fascista, não sei então o que chamar a tudo isto.

Mas continuo:

Aos que apregoaram que os presentes na Convenção do Chega não teriam cumprido as normas de segurança impostas pela DGS (o que é na esmagadora maioria dos casos falso) pergunto também?

Quando todos vimos chegar autocarros cheios de gente para o 1º de Maio na Alameda ou a passividade com que o Governo actuou face ao PCP pelo Avante, onde estavam os jornalistas que pouco ou nada falaram sobre o assunto?

E nos polígrafos da vida, (esses programas apresentados por meia dúzia de passadinhos a ferro claramente tendenciosos e armados aos cágados e em donos da verdade) que passam a vida a falar de André Ventura chegando ao limite, pasme-se, de lançar suposições de natureza pessoal sobre o homem André Ventura e não o político André Ventura, também não é exagero?

Já não há vergonha neste país?

Grande parte da imprensa perdeu a cabeça?

É esta a dignidade de grande parte da imprensa portuguesa?

Não estarei no meu direito de considerar que grande parte da imprensa é hoje um fiel servidor dos interesses instalados e não dos interesses do povo português?

Foi para isto que o Estado injectou 15 milhões de euros na comunicação social portuguesa?

Não será a censura de hoje igual ou pior à censura da segunda república?

Andam todos estes iluminados a acusar André Ventura de ser um ditador, um falso, um extremista, um censor, um nazi, de ser tudo e mais alguma coisa, e depois vamos ver e quem exerce algumas destas práticas sobre o próprio André Ventura e o Chega é, afinal, a própria imprensa?

É preocupante.

É realmente preocupante que o país que durante 40 anos afirmou que uma das mais importantes vitórias do 25 de Abril foi a chegada da imprensa livre, se tenha mais tarde aparentemente tornado no país em que grande parte da imprensa é aparentemente o braço armado da esquerda e da extrema-esquerda, deixando assim de ser livre para em muitos casos ser, a meu ver, vendida e noutros meramente reles.

No entanto, e para ser totalmente justo, quero ainda assim dar uma palavra de apreço a alguns jornalistas que não cabem no que até aqui escrevi.

Isto porque da mesma forma que há os que considero eticamente nulos, também há aqueles que sinto saberem que o que está em cima da mesa é uma verdadeira caça ao homem e não jornalismo. (seja ele de informação ou de investigação)

O grande problema é que me dá a sensação de que, se não fizerem o que lhes mandam fazer, acabam imediatamente desconsiderados, preteridos ou mesmo despedidos dos locais onde trabalham.

Por fim temos ainda um estranho fenómeno em que agora toda a gente faz crítica política, desde o palhacinho de serviço do regime que todos sabemos quem é, passando por jornalistas que são simultaneamente críticos políticos o que é errado porque lhes retira toda a imparcialidade, ou ainda todo um leque de antigos políticos que têm como denominador comum carreiras medíocres.

Pergunto muito claramente:

O que fizeram na vida, (assim de repente porque são os que me lembro de momento) Marques Mendes, Francisco Louçã, Ana Gomes ou Daniel Oliveira e os seus compinchas de programa para falarem como falam sobre um homem/partido que chegando ao Parlamento há um ano não tem culpa nenhuma do estado em que o Estado está?

Não é que não possam falar. Podem. O que não podem é montar o circo que todas as semanas montam. É escabroso.

Mas tranquilizem-se que não estou com tudo isto a pedir para dizerem bem do Chega. Nem bem, nem mal.  Não me choca nada que haja quem não suporte o Chega ou que não suporte André Ventura. Digo mesmo que é normal e desejável que assim seja.

O que me enoja, e isso sim apelo a que termine, é que quem nestas posturas se enquadra não combata o Chega e André Ventura com argumentos políticos, mas antes e reiteradamente na base da mentira, da dissimulação, do ataque e calúnia pessoal.

Nessa medida uma coisa é certa:

No Chega não se quer retirar ovários a ninguém, mas tenho a certeza de que há muitos jornalistas e/ou comentadores/opinadores que poderiam equacionar remover o cérebro atendendo a que já não o usam.

 

 

 

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