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22 de setembro de 1949. Pela janela, o navio Rosa arribava ao Tejo com 5 mil toneladas de batatas

22 de setembro de 1949. Pela janela, o navio Rosa arribava ao Tejo com 5 mil toneladas de batatas

Afonso de Melo 22/09/2020 08:33

Durante a agradável manhã de Lisboa discutia-se o Plano Faria da Costa, que iria alterar muito da face da Baixa Pombalina. Só nas melhorias aplicadas na Rua da Palma e arredores tinham sido gastos 50 080 contos. Não sairia barato mas, como afirmava sabiamente o conde de Carnide, estávamos no caminho do futuro.

“Lisboa vai mudar!”, exclamava-se à boca cheia. Era o Plano Faria da Costa, como se explicava oficialmente. A reunião pública mensal da câmara municipal punha tudo às claras. Lisboa ia, de facto, mudar. E bastante, nalguns lugares. Na Praça da Figueira, de frente para a Rua dos Correeiros, abrir-se-ia um novo mercado para venda de flores cortadas em ramo e com 20 lugares definidos para encaixar as floristas. Para compensar, todas as vendedeiras seriam obrigadas a abandonar o Rossio, onde se instalavam à balda. A Casa dos Bicos, também conhecida como Casa dos Diamantes, iria ser expropriada: declarado edifício de utilidade pública, veria lá instalado um museu de mobiliários e trajes quinhentistas.

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