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Presidenciais. Livre apoia Ana Gomes por ser "firme" e "dialogante"

Presidenciais. Livre apoia Ana Gomes por ser "firme" e "dialogante"

Pedro Nunes Luís Claro 22/09/2020 08:16

Partido de Rui Tavares consultou militantes sobre presidenciais. Mais de 88% escolheram Ana Gomes. Só 9,8% queriam apoiar Marisa Matias.

O Livre declarou apoio à candidatura de Ana Gomes à presidência da República. A decisão foi tomada depois de uma consulta aos militantes. Mais de 88% dos membros e apoiantes do partido que participaram nesta votação optaram pela eurodeputada socialista. Apenas 9,8% defenderam, na Assembleia do Livre, que o partido devia juntar-se ao Bloco de Esquerda e apoiar Marisa Matias.

O partido fundado por Rui Tavares argumenta, em comunicado, que Ana Gomes tem “mostrado que será uma Presidente livre, dialogante e firme”. Para o Livre, a antiga eurodeputada do PS “será também uma Presidente decisiva nos combates contra a corrupção e a evasão fiscal. Uma Presidente conhecedora, respeitadora e zeladora” da Constituição da República. “O Livre considera que a área política da esquerda não pode deixar de ter uma voz forte nestas eleições presidenciais, e que é urgente apoiar Ana Gomes, uma candidata que entende a política como uma força pela construção do bem comum”, afirma, em comunicado, o Livre.

Ana Gomes já recebeu também o apoio de alguns socialistas, como Vera Jardim ou Francisco Assis, mas espera mais apoios depois da decisão do partido relativamente às eleições presidenciais. A ex-dirigente do PS garantiu, numa entrevista à televisão pública, que tem recebido “inúmeras mensagens” de militantes socialistas a apoiar a sua candidatura.

Os socialistas vão discutir este tema na reunião da Comissão Nacional prevista para dia 24 de outubro.

O presidente do PS defendeu, este fim de semana, que os socialistas devem envolver-se nestas eleições. “Dentro de pouco tempo teremos as eleições presidenciais, onde todos nos devemos envolver para garantir que o Presidente da República seja um contribuinte da estabilidade política, da cooperação entre os órgãos de soberania, empenhado no diálogo social, contra todos os extremismos, zelando pela confiança do povo nas instituições, um presidente que una e não divida mais os portugueses”, disse.

O mais provável é o partido não apoiar nenhuma das candidaturas nas próximas eleições presidenciais. Neste cenário, os militantes terão liberdade de voto, como aconteceu há cinco anos em que disputaram a eleição Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém. A novidade é que desta vez Marcelo Rebelo de Sousa poderá contar com o apoio de vários socialistas.

O atual Presidente da República só deverá anunciar a decisão em novembro ou dezembro, mas é praticamente certa a recandidatura. Rui Rio já anunciou que apoiaria Marcelo Rebelo de Sousa. O CDS só decide mais tarde a posição em relação às presidenciais. Já houve, porém, vários centristas a defender que o partido deve apoiar a recandidatura de Marcelo. Os antigos líderes do CDS, Ribeiro e Castro e Manuel Monteiro, já anunciaram publicamente que vão apoiar o atual Presidente da República.

À direita, André Ventura, do Chega, e Tiago Mayan Gonçalves, da Iniciativa Liberal, já anunciaram que vão entrar na corrida. Ventura é o mais ambicioso e traçou como meta ficar em segundo lugar. “Nós queremos a segunda volta da eleições presidenciais em Portugal, ser a terceira força política nas próximas eleições legislativas e ser a grande surpresa das eleições autárquicas que vamos celebrar no próximo ano em Portugal”, disse, no discurso de abertura da Convenção do Chega.

 

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