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José Cabrita Saraiva 21/09/2020
José Cabrita Saraiva
Opiniao

jose.c.saraiva@ionline.pt

Será que vale tudo contra Ventura?

De que adianta, por exemplo, dizer que só vão votar em André Ventura os brutamontes, os ignorantes ou os racistas primários, como já ouvi dizer tantas vezes? 

Existe um argumento curioso que algumas pessoas usam quando um político não lhes agrada: “Só os burros, os incultos ou as pessoas más – dizem – é que votam nele”. Já ouvi esse tipo de justificação ser usado milhentas vezes tanto por pessoas de esquerda como de direita que não admitem que outros possam ter uma opinião diferente da sua. Claro que podemos ficar muito satisfeitos connosco próprios por pertencermos ao outro grupo, ao grupo dos inteligentes, sofisticados e bondosos – e há quem fique. Mas essa atitude, além de ser intrinsecamente antidemocrática (o princípio essencial da democracia é “um homem, um voto”, seja esse homem rico ou pobre, um génio ou um desgraçado), não nos leva a lado nenhum. De que adianta, por exemplo, dizer que só vão votar em André Ventura os brutamontes, os ignorantes ou os racistas primários, como já ouvi dizer tantas vezes? É preciso uma boa dose de sobranceria para nos acharmos no direito de desconsiderar 5% dos eleitores (segundo sondagens recentes).

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