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Ex-amante de Juan Carlos diz que afastamento do rei emérito foi um "golpe" combinado pela família com Mariano Rajoy

Ex-amante de Juan Carlos diz que afastamento do rei emérito foi um "golpe" combinado pela família com Mariano Rajoy

Jornal i 20/09/2020 11:02

Ex-amante diz ainda que afastamento do rei Juan Carlos foi um "golpe" combinado pela família com Mariano Rajoy.

Corinna Larsen, ex-amante do rei Juan Carlos, revelou, numa entrevista à revista francesa Paris Match, vários detalhes dos anos que passou com o antigo chefe de Estado espanhol, incluindo uma fotografia que mostra a intimidade que ambos mantinham.

Na imagem partilhada por Corinna Larsen, Juan Carlos surge de calções, camisa de manga curta e boné, enquanto cozinha na quinta de La Angorrilla, perto de Madrid, ao lado do filho da então amante. De realçar, que a empresária alega que o casamento de Juan Carlos e Sofia aconteceu apenas por motivos políticos e que estes vivem praticamente separados há mais de 30 anos.

Na mesma entrevista, Corinna Larsen disse ainda que o rei emérito foi vítima de um "golpe" interno para fazê-lo abdicar e que a ideia surgiu entre membros da família real espanhola com o apoio de Mariano Rajoy, antigo chefe de Governo espanhol, que queria enfraquecer a monarquia.

"Tenho duas frentes contra mim. A primeira é composta pela minha mulher e seus tenentes: ela tem pressa em colocar o filho no trono porque tem muito mais influência sobre ele do que sobre mim. A segunda é encarnada por Mariano Rajoy, cujo objetivo é castrar-me e enfraquecer a monarquia", terá confessado Juan Carlos a Corinna.

A alemã criticou ainda a decisão de afastar Juan Carlos de Espanha numa altura crítica para a sua saúde. "Durante uma crise desta envergadura, a família real deveria permanecer unida. Enviar um antigo rei, de saúde frágil, para o exílio, e em plena covid, é irresponsável. Toda a família real beneficia do estilo de vida que lhe foi assegurado por Juan Carlos. Rejeitá-lo dessa forma parece-me um pouco desleal e é uma falta de dignidade. O que deveriam fazer era reformar as instituições, torná-las mais transparentes", considerou.

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