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Agosto reanima ocupação de escritórios em Lisboa

Agosto reanima ocupação de escritórios em Lisboa

Jornal i 16/09/2020 15:12

De acordo com o office flashpoint da imobiliária JLL, o acumulado do ano aproxima-se dos 100 mil metros quadrados na capital e já supera os 30 mil metros quadrados no Porto

Depois de um mês de julho de baixa atividade, agosto reanimou a ocupação de escritórios em Lisboa, segundo mostra o mais recente office flashpoint da JLL. O dinamismo foi especialmente sentido em Lisboa, com um take-up neste mês de 13 324 metros quadrados. Tal atividade supera em 19% os registos de agosto de 2019 e sucede um julho sem operações. No Porto, a atividade totalizou 473 metros quadrados, um registo que, apesar de baixo, mais que duplica o take-up do mês homólogo. Face ao mês anterior, contudo, fica cerca de 73% abaixo.

“São valores muito razoáveis para um mês em que o país se encontra maioritariamente de férias. Se a isso juntarmos o contexto de pandemia e de contração económica, diria que são indicadores bastante positivos. Só agora as empresas estão a voltar aos escritórios e em setembro é que vamos poder aferir o impacto deste regresso no mercado de escritórios”, comenta Mariana Rosa, head of office/logistics agency & transaction management da JLL.

Em termos acumulados, Lisboa aproxima-se agora dos 100 000 metros quadrados (97 399 metros quadrados), ainda assim mantendo-se 28% abaixo da atividade de 2019, o que refletirá sobretudo os impactos da covid-19. No Porto, a tendência ainda é de crescimento, com o take-up de 30 580 metros quadrados registado entre janeiro e agosto de 2020 a ficar 40% acima do mesmo período de 2019.

No acumulado do ano, registam-se 62 operações em Lisboa, com uma área média de 1 571 metros quadrados, sendo o Prime CBD (zona 1), o Parque das Nações (zona 5) e o Corredor Oeste (zona 6) as zonas mais dinâmicas, com quotas em torno dos 20%. As empresas de “Serviços Financeiros” lideraram a procura neste período, concentrando 36% do take-up em Lisboa. No Porto, os oito primeiros meses do ano somaram 28 operações com uma área média de 1 092 metros quadrados. Neste mercado, o CBD-Boavista (zona 1) é o destino claramente mais procurado, agregando 35% da ocupação, com Matosinhos (zona 6) e Outros Porto (zona 5) a apresentarem quotas em torno dos 20%. As “TMT’s & Utilities”, “Outros Serviços” e “Estado, Europa e Associações” são os setores da procura que mais se destacam, com quotas de cerca de 28% cada um.

Em termos mensais, Lisboa contabiliza seis operações, incluindo duas com áreas de cerca de 6 mil metros quadrados, elevando a área média para 2 221 metros quadrados. As zonas mais ativas do mês foram o Parque das Nações, com 48% da ocupação, e o Corredor Oeste, com outros 45%. Relativamente aos setores de procura, o mês foi marcado pelos setores de “Produtos de Consumo” e de “TMT’s & Utilities”, ambos com um peso de 47%. No Porto, agosto registou três operações, destacando-se a área Outras Porto (zona 5), com a procura a ser dominada por empresas de “Outros Serviços”

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