1/12/20
 
 
Salónica. Essa cidade onde até a brincar o Benfica foi feliz

Salónica. Essa cidade onde até a brincar o Benfica foi feliz

DR Afonso de Melo 15/09/2020 09:46

Os encarnados visitaram pela primeira vez a capital da Macedónia em 1973, vencendo o Olympiacos e o Aris num torneio local.

Salónica. Ou simplesmente Salonica, sem acento, acento esse que lhe surge do diminutivo de Tessalónica. Segunda maior cidade da Grécia, capital da região da Macedónia – não a Macedónia balcânica, agora transformada em Macedónia do Sul, mas a Macedónia de Alexandre o Grande, conquistador da Babilónia. Já esta terça-feira, no Estádio Toumba, o Benfica tem o primeiro grande compromisso da nova época, enfrentando o PAOK na pré-eliminatória da Liga dos Campeões, um jogo tão importante como a medida das ambições de um clube que parece apostar como nunca no regresso aos seus tempos de vitórias de excelência. Logo, pelas 19h00, ficaremos a saber o que vale esta equipa agora de volta às mãos de Jorge Jesus, numa inevitabilidade que já se adivinhava de há muito a esta parte. Qualquer outro resultado que não a vitória será um golpe duríssimo num crescendo de ambições.

O Benfica sempre se deu bem em Salónica, e não apenas nos confrontos com o PAOK – tirando uma eliminatória frente ao Aris em tempos que já lá vão. E a primeira vez que jogou na cidade da Torre Branca, construída na Idade Média e que serviu de prisão no séc. xix, ex-líbris dessa urbe com cerca de um milhão de habitantes, foi no dia 30 de agosto de 1973, na sequência de uma digressão à Grécia que pôs as águias frente a frente com o Olympiacos. 

O primeiro confronto entre ambas as equipas foi como que uma preparação, já que o sorteio da UEFA as tinha posto frente a frente na primeira eliminatória da Taça dos Campeões Europeus. Jimmy Hagan ainda era treinador, ele que sairia a 25 de setembro por via de uma tranquibérnia que envolveria a festa de despedida de Eusébio, e resolveu experimentar Humberto Coelho como ponta-de-lança, entre Nelinho e Moinhos, uma aposta tão em cheio que o capitão benfiquista marcaria um dos três golos da vitória por 3-1 – Nelinho e Nené marcaram os outros –, embora caísse na infelicidade de abalroar o guarda-redes Poupakis, que teve de ir de cambulhada para o hospital com uma comoção cerebral.

 

Leia o artigo completo na edição impressa do jornal i. Agora também pode receber o jornal em casa ou subscrever a nossa assinatura digital.

 

Ler Mais


Especiais

Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×