26/9/20
 
 
Afonso de Melo 14/09/2020
Afonso de Melo

afonso.melo@ionline.pt

Do outro lado da avenida

No fundo acho que era uma crença ainda maior do que a que existiu em 2004, porque esssa foi crescendo, implantando-se a pouco e pouco, combatendo a descrença inicial, e nós partimos para a Alemanha de calendário na cabeça, calculado jogo a jogo, resultado a resultado. Falhou o Brasil, equipa que acreditávamos que seria o adversário na meia-final.

Munique, 7 de jullho de 2006. De certa forma foi o fim de um ciclo, tal como a final com a Grécia, em Lisboa, dois anos antes, fora o culminar de uma aventura inesquecível. Perdemos com a França a hipótese de atingir a final do Campeonato do Mundo da Alemanha e uma tristeza seguiu-se a outra, ambas em tons de azul. É preciso dizer que todos, todos os que pertenciam àquele grupo de gente extraordinária, sem distinção de categorias ou postos, acreditava absolutamente que Portugal iria ser, pela primeira vez na sua história, campeão do mundo. No fundo acho que era uma crença ainda maior do que a que existiu em 2004, porque esssa foi crescendo, implantando-se a pouco e pouco, combatendo a descrença inicial, e nós partimos para a Alemanha de calendário na cabeça, calculado jogo a jogo, resultado a resultado. Falhou o Brasil, equipa que acreditávamos que seria o adversário na meia-final.

Quando o Nuno Valente nasceu, os meus pais tinham acabado de se mudarem para os Olivais Sul. Para a geração dele, ser do outro lado da estrada, não deve contar muito, mas para a nossa significava alguma coisa. AAvenida Marechal Gomes da Costa era a fronteira.

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