26/9/20
 
 
Marta F. Reis 10/09/2020
Marta F. Reis
Sociedade

marta.reis@ionline.pt

Um país que aprende a gostar de si

Mas dá gosto ver como locais menos cuidados passaram a sê-lo e a atrair mais visitantes. Como esta crise, com o impacto avassalador que está e vai ter na nossa vida em comum e no agravar das dificuldades e desigualdades de um país que já tinha muito a fazer para resolver assimetrias, deu espaço para que olhássemos de novo para o país de norte a sul.

Basta uma voltinha pelo país, e este ano fomos muitos os que aproveitaram para procurar outros destinos de férias, para perceber como os passadiços pegaram por aí fora como moda, e não há município que não se orgulhe do seu. Vou falar só das Fragas de São Simão, no coração da zona afetada pelos fogos de 2017, e que hoje podem ser descobertas desta outra forma mais imersa na natureza.

Todas as modas terão os seus inconvenientes, e com certeza que há despesas de manutenção a acautelar e gente menos responsável que age como se tudo fosse seu. E o perigo dos incêndios sempre à espreita. Basta lembrar como os passadiços do Paiva, que em boa parte terão inspirado muitos dos que se seguiram, tiveram já de reerguer-se depois do fogo.

Mas dá gosto ver como locais menos cuidados passaram a sê-lo e a atrair mais visitantes. Como esta crise, com o impacto avassalador que está e vai ter na nossa vida em comum e no agravar das dificuldades e desigualdades de um país que já tinha muito a fazer para resolver assimetrias, deu espaço para que olhássemos de novo para o país de norte a sul, para o património cultural, histórico e natural que temos e que tantas vezes é deixado ao abandono, por falta de investimento, de interesse e também de procura.

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