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Bielorrússia. Membros da oposição dados como desaparecidos

Bielorrússia. Membros da oposição dados como desaparecidos

AFP Jornal i 08/09/2020 13:40

Uma das líderes da oposição, Maria Kolesnikova, foi levada numa carrinha por mascarados.

Maria Kolesnikova, uma das líderes da oposição na Bielorrússia, terá sido levada numa carrinha por homens mascarados, em Minsk.

“Na manhã do dia 7 de setembro, próximo do Museu Nacional de Arte, desconhecidos colocaram Kolesnikova numa carrinha na qual estava escrita a palavra ‘Sviaz’ (Comunicações) e levaram-na para um local desconhecido”, revelaram testemunhas da situação ao site bielorrusso Tut.by.

Kolesnikova não foi o único elemento da oposição a desaparecer. “Não conseguimos comunicar com Anton Rodnenkov nem com Ivan Kravtsov. Não sabemos onde estão nem o que lhes aconteceu”, disse o membro do Conselho de Coordenação Pavel Latushko à agência de notícias russa Interfax, faltando ainda referir Maxim Bogretsov e a equipa de imprensa de Kolesnikova.

“A única coisa que podemos supor é que as autoridades farão tudo o que puderem para impedir o trabalho do Conselho”, adiantou, apesar de a polícia de Minsk ter negado que as detenções tenham sido feitas por agentes seus.

Maria Kolesnikova, música de profissão, é membro do Conselho de Coordenação para a transferência pacífica do poder na Bielorrússia e, juntamente com Veronika Tsepkalo, uniu-se a Svetlana Tikhanovskaya, líder da oposição, para enfrentar nas eleições Alexander Lukashenko, Presidente da Bielorrússia desde 1994.

Lukashenko venceu as eleições com 80% dos votos e Tikhanovskaya e Tsepkalo exilaram-se longe da Bielorrússia.

“Conheço muito bem os últimos 26 anos da história da Bielorrússia. Foi uma escolha e um risco que assumi com todas as consequências. Mas o futuro da Bielorrússia merece que se lute e que se sacrifiquem algumas comodidades. Não me arrependo”, disse Kolesnikova numa entrevista à agência espanhola Efe, sublinhando que não tinha medo de ser presa.

A União Europeia já reagiu a este caso e o seu chefe da diplomacia classificou como “inaceitáveis” os “raptos por motivos políticos” de opositores na Bielorrússia, exigindo que as autoridades respeitem as leis nacionais e internacionais.

“As detenções arbitrárias e raptos por motivos políticos na Bielorrússia, incluindo as ações brutais desta manhã contra Andrei Yahorau, Irina Sukhiy e Maria Kolesnikova, são inaceitáveis”, escreveu o alto representante da UE para a política externa, Josep Borrell, no Twitter.

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