25/10/20
 
 
Jerónimo abre Festa do Avante com ataque à direita. "Querem-nos quietos, confinados, calados"

Jerónimo abre Festa do Avante com ataque à direita. "Querem-nos quietos, confinados, calados"

Bruno Gonçalves Jornal i 04/09/2020 21:55

Líder comunista guardou as críticas à DGS para o fim do discurso.

O secretário-geral do PCP abriu, esta sexta-feira, a 44.ª edição – e talvez a mais polémica - da Festa do Avante!, com um ataque à direita, que acusa de quererem os comunistas “quietos, confinados, calados e com temor”.

“Querem que abdiquemos do que a vida tem de mais belo e realizador, libertos dos nossos medos, reencontrar o convívio e as amizades, a cultura, os concertos de diversos estilos de música", denunciou Jerónimo de Sousa.

"Figuras destacadas da direita, ex-governantes bem conhecidos, como se tivessem tido um rebate de consciência pelo mal que fizeram ao direito à saúde dos portugueses e ao Serviço Nacional de Saúde, à rede pública, com a desvalorização de serviços, (...), que castigaram também nos seus salários, nos seus horários, nas suas carreiras, vêm à praça pública invocar hipocritamente razões sanitárias para impedir a festa", sublinhou.

O líder comunista equipara os estão contra a realização do Avante este ano com os que se mostraram desfavoráveis às celebrações do 25 de abril e do 1º de maio.

"Não queriam, nem querem a festa porque estão conscientes do agravamento da situação económica e social em que setores do capital se vão aproveitar para despedir, cortar salários e direitos, aumentar as injustiças e desigualdades e ficar com a parte de leão dos apoios financeiros", frisou.

Jerónimo de Sousa guardou ainda palavras de crítica à DGS, por considerar que as medidas impostas “vão para além das normas exigidas em qualquer espaço comercial, qualquer praia, atividade religiosa ou de rua e outras iniciativas, num espaço de 300 mil metros quadrados".

Ler Mais

Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×