28/11/20
 
 
La Spezia. O sub-tenente Alberto Picco e os atiradores do campeão-fantasma

La Spezia. O sub-tenente Alberto Picco e os atiradores do campeão-fantasma

Afonso de Melo 01/09/2020 08:23

Pela primeira vez em 114 anos de história, o Spezia Calcio vai disputar a Série A. Recorde-se o título de 1944, ganho ao Torino, que acabou por não valer.

Espalhada numa estreita faixa de terra entre o Mar da Ligúria e os Apeninos, a região de La Spezia surge ao sul de Génova. Há muitos anos, eu e o meu companheiro Paulo Santos, o grande fotógrafo dos planos cheios, descobrimos por lá, escondida nas montanhas, uma seleção de jovens indonésios trazidos para Itália pelo presidente da Fiorentina de então, Vittorio Cecchi Gori, na esperança de, num ambiente cerrado, fazer nascer talentos insuspeitos em troca da exploração de uns milhares de litros de petróleo do Mar de Timor. Tempos que o tempo levou.

Os dias de hoje são de festa, ou pelo menos da festa que a pandemia permite numa Itália devastada por milhares e milhares de contaminações que a covid-19 parecem nunca mais ter fim. Pela primeira vez na sua história, que começou em 1906, o Spezia Calcio, as aquilotti, ou pequenas águias, como são conhecidos os seus jogadores, chegou à Série A, escalão principal do calcio, cumprindo o sonho de um comerciante suíço chamado Hermann Hurny. Foi ele que, juntamente com outros três compatriotas, resolveu fundar a secção de futebol do Sport Club La Spezia. Uma tarefa complicada porque o novo clube não encontrava adversários com os quais disputar jogos e limitava-se a ir defrontando, aqui e ali, formações militares que se instalavam na região.

Leia o artigo completo na edição impressa do jornal i. Agora também pode receber o jornal em casa ou subscrever a nossa assinatura digital.

Ler Mais


Especiais

Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×