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Afonso de Melo 28/08/2020
Afonso de Melo

afonso.melo@ionline.pt

O anúncio da cigarra

Se os ingleses dizem com orgulho “há nevoeiro sobre a Mancha; o Continente está isolado”, nós podemos dizer por desfastio que “há nevoeiro sobre a ria e Aveiro está isolada”. 

A manhã nasceu por entre brumas como é natural por aqui. Se os ingleses dizem com orgulho “há nevoeiro sobre a Mancha; o Continente está isolado”, nós podemos dizer por desfastio que “há nevoeiro sobre a ria e Aveiro está isolada”. Talvez caminhemos para lá mais logo, pela noite, à procura de um jantar no Forneria ou no Mama Roma, à beira ria, agora que o Alexandre perdeu o seu antigo charme de madeiras de cervejaria antiga, e já lá vão os pregos do Tico-Tico e as conversas noturnas do Convívio ou do Palácio com passagem pelo Bolinão antes de regressar à Barra. Houve dias em que todos nos conhecíamos a todos, se não conhecer de conhecer mesmo, conhecer de saber quem é. A malta de Aveiro exibia como que uma certa bazófia de gente de cidade que Águeda demorou a ser. Pelo caminho, somaram-se cenas de pancadaria como a de uma madrugada em Alquerubim na qual o Zé Carradas, o Pimenta Gelateiro e o Luís Lindas fizeram meia-dúzia de peralvilhos voarem sobre uma mesa de bilhar e fugirem a correr com o rabo entre as pernas depois de horas a importunar-nos com conversa bacoca que metia provocações mazombas. 

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