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Personalidades de várias áreas são chamadas como testemunhas a favor de Rui Pinto

Personalidades de várias áreas são chamadas como testemunhas a favor de Rui Pinto

Jornal i 25/08/2020 16:03

O julgamento do criador de Footbal Leaks começa em setembro.

Rui Pinto vai chamar 45 testemunhas para o defenderem no julgamento no qual responde a 90 crimes, e que tem início no próximo dia 4.

A primeira testemunha que vai ser chamada é a antiga deputada Ana Gomes, porém, há mais nomes conhecidos na contestação à acusação do Ministério Público. Na lista dos 45 nomes estão, segundo a lista entregue ao Tribunal Central Criminal de Lisboa, a que a agência Lusa teve acesso, Edward Snowden, responsável pela fuga de informação na NSA e Luís Neves, diretor da Polícia Judiciária.

A defesa do arguido alega que, “além dos factos em causa e o número de testemunhas apresentado pela acusação” do Ministério Público, “entende revelar-se necessário para a descoberta da verdade” ouvir estas 45 testemunhas, entre as quais também estão nomes do futebol como Jorge Jesus e Bruno de Carvalho.

Para além da antiga eurodeputada, que sempre defendeu o criador do Football Leaks, há ainda nomes ligados à política como Francisco Louçã ou Miguel Poiares Maduro.

Também o jornalista e ativista cívico angolano Rafael Marques e o comentador desportivo Rui Santos fazem parte da lista entregue.

Nélio Lucas, ex-administrador da Doyen, é outra das testemunhas indicadas, com a contra partida de que não sejam revelados documentos confidenciais da Doyen – fundo de investimento que foi alvo de uma tentativa de extorsão de entre 500 mil a um milhão de euros por parte do hacker.

Os advogados de Rui Pinto contestam a “ilegalidade” do alargamento do Mandado de Detenção Europeia pedido pelas autoridades portuguesas e autorizado pela Hungria, mesmo depois de a juíza de instrução criminal Cláudia Pina considerar que foi “legal e que não houve a violação de um julgamento justo” para Rui Pinto.

O julgamento de Rui Pinto começa a 4 de setembro. O hacker é acusa de 68 crimes de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por tentativa de extorsão ao fundo de investimento Doyen.

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