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Drones. Força Aérea justifica atrasos com “complexidade” do processo

Drones. Força Aérea justifica atrasos com “complexidade” do processo

Facebook Força Aérea Portuguesa João Amaral Santos 25/08/2020 09:26

Os drones de vigilância comprados pelo Governo por 4,5 milhões ainda estão em fase de testes. Força Aérea confirma 31 de agosto para o início das operações. E justifica atrasos com questões técnicas e a partilha com GNR e ANEPC.

O sistema de 12 drones que o Governo adquiriu por 4,5 milhões de euros para vigiar as florestas durante o período crítico de incêndios – este ano, entre 1 de julho e 30 de setembro – encontra-se, neste momento, em fase de testes e correções, que decorrem no Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea (CFMTFA), na Ota, nas bases da Lousã, Macedo de Cavaleiros e Foia, a partir das quais vai operar, e ainda em Beja (escolhida como base alternativa), confirmou ao i a Força Aérea. 

A entidade justifica os atrasos com questões técnicas relativas ao equipamento, mas também com o trabalho de coordenação que tem sido desenvolvido com as entidades com quem vai ser partilhado o controlo do sistema:a GNR e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Depois de o jornal SOL ter divulgado, na sua edição de sábado, que os drones só deverão estar operacionais a partir de 31 de agosto – continuando por aparecer depois de há muito terem sido ultrapassados os prazos, de junho e julho, previstos e anunciados pelos ministérios do Ambiente e da Defesa –, a Força Aérea confirmou oficialmente a informação. “[Prevê-se] que o nível de ambição estabelecido seja alcançado até 31 de agosto”, refere a nota assinada pelo tenente-coronel Manuel Costa, porta-voz e chefe do gabinete de relações públicas da Força Aérea. Porém, mesmo que a data se confirme, sem mais atrasos, a verdade é que já terão passado, por essa altura, pelo menos dois terços da fase classificada pelo Governo como a mais crítica dos fogos. 

 Ao i, o atraso é justificado com o facto de cada um dos 12 drones precisar de cumprir voos de qualificação, que podem incluir a necessidade de serem efetuados acertos técnicos e que servem para confirmar os requisitos dos aparelhos previsto no caderno de encargos, em contexto real. Os voos de qualificação decorrem na Ota e “tiveram início a 11 de julho, tendo sido efetuadas, até ao momento, mais de 50 horas de voo, nas modalidades de voo asa fixa e descolagem/aterragem vertical”, informou a Força Aérea, que acrescenta que “a 27 de julho foi iniciada a operação na Lousã, tendo sido realizadas, até 21 de agosto, mais de 54 horas de voo, estando em pleno funcionamento o processo de coordenação e a plataforma de partilha de vídeo em tempo real com a GNR e a ANEPC”.

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