9/5/21
 
 
Volta ao Portugal desconhecido. Segredos do Centro

Volta ao Portugal desconhecido. Segredos do Centro

Estendendo-se de Santarém a Aveiro, a região Centro tem história e património para dar e vender. Dos incontornáveis monumentos de Tomar, Alcobaça e Batalha à maior sala subterrânea ou à árvore mais  velha do país, de túmulos do século XII a um sumbarino alemão, conheça os locais e as histórias imperdíveis.

As mil siglas da Batalha

Escusado será dizer que os grandes monumentos, por si só, não são um segredo. Mas um olhar mais atento sobre cada um deles e verá que encontra sempre um novo pedacinho de História. Sabia, por exemplo, que há quase mil siglas esculpidas nas pedras do monumento? Estas marcas únicas, que por vezes passavam de pai para filho, eram usadas pelos canteiros para assinalar a sua obra. Não se sabe ao certo qual era o fim destas assinaturas, mas pensa-se que podiam ser usadas para os responsáveis da construção irem acompanhando a qualidade - e quantidade - do trabalho dos seus trabalhadores. Ora espreite com cuidado acrescido as paredes do mosteiro durante a próxima visita.

O monte das oliveiras dos templários?

Na zona do Médio Tejo há vários roteiros ligados à tradição templária, mas o epicentro da permanência da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão situa-se, sem dúvida, em Tomar. Para lá do Castelo e do lindíssimo Convento de Cristo, que merecem uma visita obrigatória, há uma igreja muito mais discreta que tem estado nos holofotes internacionais nos últimos tempos, após um documentário da BBC. Falamos da igreja de Santa Maria do Olival, erigida a mando de Gualdim Pais no século XII, e que de acordo com o escritor e investigador Paulo Alexandre Loução, terá sido o panteão da Ordem Templária, onde se faziam tanto os rituais fúnebres como os iniciáticos, tendo, para os cavaleiros, uma importância ao comparável ao Monte das Oliveiras, em Jerusalém. E, já que estamos em Tomar, porque não visitar o Museu dos Fósforos, que guarda a maior coleção do género da Europa? Pelo caminho, pare na pastelaria Estrelas de Tomar e não fuja ao “beija-me depressa”, um dos doces típicos da região.

Casa-Estúdio Carlos Relvas, Golegã

Erguida entre 1871 e 1875 ao estilo de um chalet, a casa-estúdio do rico agricultor Carlos Relvas foi o primeiro edifício, em todo o mundo, construído de raiz para albergar um estúdio e laboratório de fotografia. Toda a arquitetura, ao gosto romântico, que mistura influências manuelinas e neoárabes com os telhados íngremes dos países do norte, revela opulência e requinte. Mas é o estúdio no piso superior, com a sua estrutura de ferro que deixa entrar muita luz natural, como uma estufa, que sobretudo encanta os visitantes. Além deste património, há a figura polifacetada de Relvas para conhecer: grande proprietário, criador de cavalos, músico amador, inventor e fotógrafo de reis e de mendigos.

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