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Assassino de freira Tona condenado a 25 anos de prisão

Assassino de freira Tona condenado a 25 anos de prisão

jornal i 14/08/2020 17:49

Apesar de ter tentado resistir, a mulher acabou por ser agredida com um murro na cabeça e na face que lhe provocaram sangramento. Foi ainda violada pelo agressor e acabou por morrer vítima de asfixiamento. Mesmo sabendo que a mulher estava morta, o arguido continuou a violar a vítima.

O assassino da freira de São João da Madeira, Antónia Guerra de Pinho, conhecida por Tona, foi condenado à pena máxima - 25 anos de prisão - e a pagar uma indemnização à família da vítima de 130 mil euros. Além do homicídio de Tona, os juízes também condenaram o arguido pela tentativa de violação a uma mulher num parque, um caso que já estava em tribunal antes do homicídio da freira. 

Alfredo Santos foi condenado a cinco anos pelo crime de rapto e tentativa de violação, três anos por roubo, oito anos por violação agravada, 23 por homicídio qualificado e um ano e oito meses por profanação de cadáver. Em cúmulo jurídico, foi sentenciado aos 25 anos de prisão.

Alfredo Manuel da Silva Santos, de 44 anos, matou a freira em setembro do ano passado, em S. João da Madeira. O criminoso convenceu a mulher a levá-lo a casa, afirmando estar embriagado. Tona acompanhou o arguido até ao quarto e, quando se preparava para deixar o local, foi agarrada.

Apesar de ter tentado resistir, a mulher acabou por ser agredida com um murro na cabeça e na face que lhe provocaram sangramento. Foi ainda violada pelo agressor e acabou por morrer vítima de asfixiamento. Mesmo sabendo que a mulher estava morta, o arguido continuou a violar a vítima.

O coletivo de juízes afirmou que o criminoso agiu de forma "bárbara e repugnante", para satisfazer "os impulsos sexuais" e que, por isso, era necessário o tribunal dar uma resposta "firme". O juiz Fernando Cardoso considerou que o arguido "não mostrou qualquer arrependimento, muito menos qualquer arrependimento sério" e que os "sucessivos atos criminosos mostram bem a sua perigosidade".

A advogada do arguido, Cristina Bento, já disse que iria decorrer da sentença, em declarações ao Jornal de Notícias.

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