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PIB com quebra recorde de 16,3% devido à pandemia

PIB com quebra recorde de 16,3% devido à pandemia

Jornal i 14/08/2020 10:50

Ainda assim, o valor é mais otimista face à última previsão do Instituto Nacional de Estatística.

A economia portuguesa registou uma contração de 16,3% no segundo trimestre deste ano, face ao mesmo período do ano passado, um valor ligeiramente inferior ao avançado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) no final do mês passado. Esta é a maior contração desde 1999.

“Este resultado é explicado em larga medida pelo contributo negativo (-11,9 pontos percentuais) da procura interna para a variação homóloga do PIB, consideravelmente mais acentuado que o observado no trimestre anterior (-1,2 pontos percentuais), refletindo a expressiva contração do Consumo Privado e do Investimento”, explica o INE.

O gabinete de estatística avança ainda que o contributo da procura externa líquida foi mais negativo neste segundo trimestre (-4,4 pontos percentuais), “traduzindo a diminuição mais significativa das exportações de bens e serviços que a observada nas importações de bens e serviços, devido em grande medida à quase interrupção do turismo de não residentes”.

Comparando este período com os três meses anteriores, o PIB registou uma diminuição de 13,9%. O INE explica que este resultado é justificado “principalmente pelo contributo negativo (-10,7 pontos percentuais) da procura interna para a variação em cadeia do PIB, verificando-se também um maior contributo negativo da procura externa líquida (-3,2 pontos percentuais)”.

Ainda assim, estes resultados reveem em alta (0,2 pontos percentuais) as taxas de variação apresentadas no final do mês passado, principalmente devido à integração de informação primária adicional, nomeadamente relativa ao comércio internacional de bens e serviços em junho.

O INE recorda que estes valores estão relacionados com os efeitos da pandemia de covid-19 na atividade económica do país.

Quebras também na Zona Euro Ainda esta sexta-feira, também o Eurostat apresentou a sua segunda estimativa para a evolução das economias na Europa entre abril e junho.

Segundo o gabinete estatístico europeu, apenas três países apresentam quebras superiores à portuguesa: Espanha conta com uma contração de 22,1%, seguida por França (-19%) e Itália (-17,3%).

O Eurostat revela ainda que, no conjunto dos países da zona euro, o PIB registou um recuo de 15%, sendo esta a maior quebra desde 1995, quando começaram a ser efetuados estes registos.

 

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