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Campeões. A tarde foi desbotando o bonito sonho azul...

Campeões. A tarde foi desbotando o bonito sonho azul...

Afonso de Melo 14/08/2020 08:35

Depois da estreia do Sporting, o FC Porto foi a segunda equipa portuguesa a participar na Taça dos Campeões, defrontando o Athletic Bilbao.

 

Depois de o Sporting ter participado - como convidado - na primeira edição da Taça dos Campeões Europeus, a segunda presença lusitana coube ao FC Porto, este sim, já obedecendo à regra, entretanto imposta, de só terem lugar na prova os campeões dos respetivos países. Depois do título de 1955-56, sob o comando de um brasileiro irascível chamado Dorival Knipel mas mais conhecido por Yustrich, o Homão, os azuis-e-brancos iriam decidir a primeira eliminatória contra os bascos do Athletic Bilbao.

Confiavam os portistas na rijeza do seu meio-campo, com Monteiro da Costa e José Maria Pedroto lado a lado, e na acutilância do seu ataque: Hernâni, Gastão, Jaburú, Perdigão e José Maria. O problema é que os bilbaínos também podiam desfiar orgulhosamente nomes como os de Maguregui, Marcaido, Azcarte, Uribe e o enorme Gaínza, avançado terrível, de fazer apavorar rinocerontes.

Aliás, num Estádio das Antas em festa, pela primeira vez palco de um jogo das competições europeias, Agustín Gaínza Vicandi, nascido em Basauri, no golfo da Biscaia, que carregava consigo a alcunha de Piru, tratou de não deixar a sua fama por mãos alheias. Logo aos sete minutos já tinha tirado proveito de um atraso tortuoso de Virgílio para Acúrcio, intrometendo-se entre a bola e o guarda-redes para lhe indicar a direção do fundo da baliza. Um “ooooh!” de desilusão percorreu as bancadas. 

Na época anterior, o Sporting não suportara a força e a categoria do Partizan de Belgrado (3-3 em Lisboa, no jogo de estreia total da Taça dos Campeões; 2-5 em Belgrado). Nestas coisas de rivalidades, não restam dúvidas de que elas mexem, e bem, com o coração dos adeptos. Tornar-se a primeira equipa a ultrapassar a primeira ronda de uma prova que ganhava prestígio e popularidade a olhos vistos não poderia ser encarado senão como uma façanha para o futebol nacional que, desde 1950, com a vitória do Benfica na Taça Latina, não tinha muito de que se fanfarronar.

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